Correios – 350 anos
Depoimento de Marco Paulo Gonçalves Mascarenhas
Entrevistada por Edgar Leda
São Paulo, 13/06/2013
CM_CB008_Marco Paulo Gonçalves Mascarenhas
Realização Museu da Pessoa
Transcrito por Priscilla Proetti
MW Transcrições
P/1 – Então, marco, pra começar a entrevista eu vou pedir pra você falar seu nome completo, o local e a data de nascimento.
R – Meu nome é Marco Paulo Gonçalves Mascarenhas, eu nasci dia 11 de fevereiro de 1973, moro na...
P/1 – Nasceu em São Paulo mesmo?
R – É, nasci em São Paulo.
P/1 – Qual o nome dos seus pais?
R – Minha mãe se chama Maria da Conceição Mascarenhas, meu pai João Gonçalves Mascarenhas.
P/1 – Certo, e as lembranças de infância, você se lembra da casa aonde você nasceu? Do bairro, como era?
R – Lembro, já morei em dois bairros, em Diadema e em São Bernardo, hoje em dia eu moro em São Bernardo, e em Diadema eu tive uma infância muito pequena, não me recordo muito, no bairro Cooperativa, me recordo de rodar pião, soltar pipa, guerra de pinha, futebol, e assim vai.
P/1 – E os seus amigos dessa época, você tem lembranças deles? Quais eram os seus amigos mais próximos?
R – Mais os do local.
P/1 – Você tem irmãos?
R – Tenho, eu e mais três.
P/1– Mais três? E conta um fato marcante da sua infância pra gente, alguma coisa que aconteceu.
R – Contar uma coisa mais marcante? É tanto tempo, né? Uma coisa marcante pra mim é que quando você PE criança você é criança você briga muito, né, normal, e aí o meu irmão arrumou uma briga, eu peguei e fui defender ele também, pra separar, mas também fui dar um show, porque eu levei um belo de um cascudo (risos).
P/1 – Acontece (risos). E quais são as suas primeiras lembranças dos Correios, quando você era pequeno?
R – Mais da minha mãe, a minha mãe que enviava cata lá pra Bahia.
P/1 – A sua mãe é de lá?
R – É. Como ela não sabe escrever, ela me ditava e eu escrevia,...
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Correios – 350 anos
Depoimento de Marco Paulo Gonçalves Mascarenhas
Entrevistada por Edgar Leda
São Paulo, 13/06/2013
CM_CB008_Marco Paulo Gonçalves Mascarenhas
Realização Museu da Pessoa
Transcrito por Priscilla Proetti
MW Transcrições
P/1 – Então, marco, pra começar a entrevista eu vou pedir pra você falar seu nome completo, o local e a data de nascimento.
R – Meu nome é Marco Paulo Gonçalves Mascarenhas, eu nasci dia 11 de fevereiro de 1973, moro na...
P/1 – Nasceu em São Paulo mesmo?
R – É, nasci em São Paulo.
P/1 – Qual o nome dos seus pais?
R – Minha mãe se chama Maria da Conceição Mascarenhas, meu pai João Gonçalves Mascarenhas.
P/1 – Certo, e as lembranças de infância, você se lembra da casa aonde você nasceu? Do bairro, como era?
R – Lembro, já morei em dois bairros, em Diadema e em São Bernardo, hoje em dia eu moro em São Bernardo, e em Diadema eu tive uma infância muito pequena, não me recordo muito, no bairro Cooperativa, me recordo de rodar pião, soltar pipa, guerra de pinha, futebol, e assim vai.
P/1 – E os seus amigos dessa época, você tem lembranças deles? Quais eram os seus amigos mais próximos?
R – Mais os do local.
P/1 – Você tem irmãos?
R – Tenho, eu e mais três.
P/1– Mais três? E conta um fato marcante da sua infância pra gente, alguma coisa que aconteceu.
R – Contar uma coisa mais marcante? É tanto tempo, né? Uma coisa marcante pra mim é que quando você PE criança você é criança você briga muito, né, normal, e aí o meu irmão arrumou uma briga, eu peguei e fui defender ele também, pra separar, mas também fui dar um show, porque eu levei um belo de um cascudo (risos).
P/1 – Acontece (risos). E quais são as suas primeiras lembranças dos Correios, quando você era pequeno?
R – Mais da minha mãe, a minha mãe que enviava cata lá pra Bahia.
P/1 – A sua mãe é de lá?
R – É. Como ela não sabe escrever, ela me ditava e eu escrevia, entendeu?
P/1 – E ela recebia carta desses parentes também?
R – Recebia.
P/1 – Qual foi uma dessa cartas que marcou bastante a família? Teve alguma noticia, alguma coisa assim?
R – Uma noticia foi uma que eu _____00:03:00______ a minha avó, como tava, se tava bem.
P/1 – E quando você começou a escrever cartas, você já escrevia cartas pra sua mãe ou escrevia algumas pra amigos?
R – mais pro pai e irmã dela, pra minha avó...
P/1 – E uma coisa que eu queria te perguntar, qual a primeira correspondência que você recebeu? Você mesmo.
R – Nenhuma.
P/1 – Você nunca...
R – Não, era mais pra minha mãe mesmo.
P/1 – Só pra sua mãe mesmo.
R – Eu era muito criança também, né, então não tinha muito contato coma s pessoas ainda.
P/1– Certo. Teve alguma outra carta que te marcou? Que foi recebida.
R – Não, eram todas cartas normais, só passando noticia, minha mãe passando notícia daqui, e lá, pegando noticia de lá, só repassando.
P/1 – E como você utiliza os Correios hoje?
R – Hoje? Hoje como tem internet fica meio difícil, né, mas se eu for fazer alguma coisa, uma carta registrada, mandar algum pacote, aí a gente lida muito com correio ainda.
P/1 – Legal, qual é a sua profissão hoje?
R – É Operador auxiliar.
P/1– Legal, na empresa utiliza bastante os correios.
R – Utiliza, minha empresa utiliza muito.
P/1 – E o que você achou de contar a sua historia hoje?
R – Foi legal, você pegou de pontapé?, é muito tempo, pra gente contar muito tempo, é muito... Eu vou lembrar alguma coisinha rápida.
P/1 – E os seus sonhos pro futuro, quais são?
R – O meu sonho pro futuro, quem sabe, escrever um livro.
P/1 – Legal. Valeu, obrigado por contar seu depoimento, a historia da sua vida, aí pra gente.
R – Gloria a Deus, obrigado. Desculpa que eu já vivi muito tempo... (risos).
P/1 – Que isso, obrigado.
FINAL DA ENTREVISTA
Dúvidas em grafia de nomes e trechos:
R – Uma noticia foi uma que eu _____00:03:00______ a minha avó, como tava, se tava bem. – Página 2
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