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Ah se eu te pego!

Esta história contém:

Lá estava eu, carteiro, em Rio Claro/SP, anos 80, auxiliando um colega na entrega de correspondências do seu distrito, vizinho ao meu, pois estava “afundado” ou, com a distribuição atrasada. Naquela época não havia dobras, mas solidariedade. Ajudávamos sempre quando alguém precisava, um pegava uma rua, outro uma avenida, assim desafogávamos o distrito dele. Claro, tínhamos espertinhos querendo se aproveitar, mas como os distritos eram do conhecimento da maioria, ficava difícil ludibriar um colega. Estava ajudando entregar duas avenidas, a 10 e a 12 (em Rio Claro a maioria das ruas são identificadas por números e não por nomes), pois seu distrito crescera muito em volume de objetos para entrega, sem aumento da quantidade de residências.

Certo dia, em uma delas, precisamente na Avenida 10 nº. 539 tinha (tem até hoje), uma casa assobradada, a qual não possuía caixa de correspondências, cujo portão, além de não permitir passar uma carta por alguma fresta, estava sempre fechado. Porem, naquele dia encontrava-se encostado, assim, aproveitei a situação, empurrei o portão, dirigi-me a uma porta de vidro logo abaixo da sacada existente, com a intenção de colocar as cartas por baixo dela, adiantando o serviço, pois se ficasse esperando no portão iria demorar uns 5 minutos, tempo suficiente para fazer quase toda a entrega do quarteirão.

Quando estava chegando, surge na sacada uma Dona dizendo apreensiva:

- Carteiro, calma tem cachorro!

- Calma? Calma o que!

Não esperei um segundo, “virei um cisco”, “rapei fora”, ou simplesmente sai em desabalada carreira rumo ao portão de madeira, pois o tom de voz da moradora acionou um alarme instantâneo. Havia um corredor enorme dando acesso ao fundo do quintal, quando pude ver, com o canto dos olhos, enquanto corria, a empregada, segurando pela coleira, um em cada mão, dois amáveis cãezinhos de estimação: sendo um “Rottweiler” e outro “Dog Alemão”

Ao me...

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