P – Agenildo para começar eu gostaria que você dissesse seu nome completo, data e local de nascimento. R - É, Agenildo João de Moura. Nasci no dia 27/10/1968 na cidade de Picos no Estado do Piauí. P – Aonde fica Picos? R - Picos fica mais ou menos 330 quilômetros da capital Teresina. Uma cidade que fica situada na zona praticamente do próprio interior, dito. E é uma cidade que há algum tempo teve como produto básico, ficou muito conhecido até mesmo a nível nacional, através da produção de alho. E em conseqüência disso hoje é uma cidade bastante conhecida a nível Brasil, em conseqüência de tornar-se hoje um entroncamento rodoviário, que liga vários estados. Várias capitais do Nordeste. P – A tua família toda é de Picos? R - É. toda a minha família tanto por parte de pai como também por parte de mãe. P – Você sabe um pouquinho da história dos teus avós tanto por parte de mãe tanto por parte de pai? Da onde eles vieram? O que eles faziam? R - É, geralmente por ser em uma cidade do interior às vezes já traduz tudo em relação a convivência. Sempre foi um pessoal que realmente teve uma certa vivência por parte de avós paternos e maternos, única e exclusivamente com poder de renda em conseqüência de agricultura e de pecuária. E desse decorrer que houve, teve várias outras pessoas que tiveram essa oportunidade de se expandir. E nessas novas gerações tem outras pessoas que já tem até mesmo uma questão familiar diferente, uma questão pessoal diferente. Morando em vários locais. Outras com formações diferentes. Tudo isso mas em conseqüência da formação anterior que tivemos. Sempre uma família bem reunida. Uma família que tem aquelas datas comemorativas com afinidade entre um com os outros. Sempre fez com que realmente a gente estivesse unido um perto do outro. P – Seu pai e sua mãe trabalharam com o quê? R - Meus pais,...
Continuar leituraP – Agenildo para começar eu gostaria que você dissesse seu nome completo, data e local de nascimento. R - É, Agenildo João de Moura. Nasci no dia 27/10/1968 na cidade de Picos no Estado do Piauí. P – Aonde fica Picos? R - Picos fica mais ou menos 330 quilômetros da capital Teresina. Uma cidade que fica situada na zona praticamente do próprio interior, dito. E é uma cidade que há algum tempo teve como produto básico, ficou muito conhecido até mesmo a nível nacional, através da produção de alho. E em conseqüência disso hoje é uma cidade bastante conhecida a nível Brasil, em conseqüência de tornar-se hoje um entroncamento rodoviário, que liga vários estados. Várias capitais do Nordeste. P – A tua família toda é de Picos? R - É. toda a minha família tanto por parte de pai como também por parte de mãe. P – Você sabe um pouquinho da história dos teus avós tanto por parte de mãe tanto por parte de pai? Da onde eles vieram? O que eles faziam? R - É, geralmente por ser em uma cidade do interior às vezes já traduz tudo em relação a convivência. Sempre foi um pessoal que realmente teve uma certa vivência por parte de avós paternos e maternos, única e exclusivamente com poder de renda em conseqüência de agricultura e de pecuária. E desse decorrer que houve, teve várias outras pessoas que tiveram essa oportunidade de se expandir. E nessas novas gerações tem outras pessoas que já tem até mesmo uma questão familiar diferente, uma questão pessoal diferente. Morando em vários locais. Outras com formações diferentes. Tudo isso mas em conseqüência da formação anterior que tivemos. Sempre uma família bem reunida. Uma família que tem aquelas datas comemorativas com afinidade entre um com os outros. Sempre fez com que realmente a gente estivesse unido um perto do outro. P – Seu pai e sua mãe trabalharam com o quê? R - Meus pais, especificamente meu pai, sempre trabalhou mais com a relação de comércio, de negócios. Minha mãe não. Minha mãe sempre foi dedicada exclusivamente a família. Ou seja, sempre dentro de casa. P – E você morou em Picos até quando? R - Eu morei em Picos até poucos anos atrás. Vim sair mesmo de Picos, da cidade, já em conseqüência de trabalhar no Aché. P – Você começa a trabalhar no Aché lá mesmo? R - Lá mesmo. P – Você começou, teu primeiro trabalho no Aché? R - Não, eu trabalhei em alguns outros locais. Meu primeiro trabalho foi quando eu tinha praticamente 15, 16 anos, comecei trabalhando no Banco do Brasil. Fui menor estagiário do Banco do Brasil. Uma escolha que era feita através do colégio. A partir daí eu tive que sair do Banco do Brasil em conseqüência do período do estágio. Em conseqüência também de umas mudanças através de leis. Que então poderia até ter ficado. Houve uma mudança de presidência do Banco do Brasil, através do Tomilho Calazans que realmente, mesmo como menor estagiário, se não tivesse feito um curso dentro da empresa, do banco no caso, teria que sair. Mas após isso eu já comecei a trabalhar com outras pessoas do Banco do Brasil. Fiz um curso técnico de Contabilidade. Já trabalhava com escriturações de diária esse tipo de coisa. Só dei uma continuidade além do trabalho que eu estava fazendo. P – E depois do Banco do Brasil? R - Tive a oportunidade também de trabalhar, ser convidado também, trabalhar como gerente de postos de gasolina, uma rede de três postos. E passei também uma média de 2 anos apenas. Daí foi onde realmente apareceu a oportunidade de trabalhar no Aché. P – Como foi esse convite? R - Rapaz, foi um convite até então em conseqüência de um dos funcionários do Aché sair de um setor para outro. Surgiu a oportunidade de vim para a capital, que ele também trabalhava no interior e através do surgimento dessa oportunidade de vim para a capital ele teve que encontrar uma pessoa que fosse substituí-lo. Só que na época que eu fui realmente fazer todos os testes para assumir a vaga, as características não vinham condizer com a necessidade que eles tinham de preencher a vaga. Mas foi uma questão momentânea. Uma questão de semana, duas semanas. Mas aí no decorrer desse pouco espaço de tempo eu realmente eu vim assumir a vaga, fiz o curso e até hoje permaneço no Aché. P – E quando foi que você entrou na empresa? R - Eu entrei praticamente no dia 2/6/91. P – Você já sabia o que era ser propagandista? R - Nunca tinha imaginado. Nunca, nunca, nunca. Mas hoje eu vejo que é uma coisa que tinha e tem tudo a ver comigo. A gente percebe. Essa questão de lidar no dia-a-dia com o médico, com atendente, enfim. Com todo mundo que envolve o trabalho que você faz realmente nos faz bem. Então sempre foi uma coisa que acho que é característica minha. P – Qual foi a tua região de estréia? R - A área ainda hoje é muito crítica. Em relação do tamanho que tem, né? Eu queria ter aqui em mãos relatos de estradas, de locais. Porque hoje, como eu falei agora pouco, acho que o que existe de mais forte para superar todos os outros obstáculos ainda continua sendo o ser humano. Porque tem regiões que nós até hoje andamos que só anda a gente. No interior do Piauí, interior da Bahia. Algumas outras cidades. Eu cheguei fazer roteiro que tinha em média seis mil quilômetros para rodar por mês. E como naquela época nós viajávamos nos nossos próprios carros, naquela época era Fusca, por aí dá para você tirar uma idéia da dificuldade que realmente nós tínhamos para poder fazer esse setor. P – Qual foi assim a maior aventura nessas viagens? Algum trecho desse roteiro que te marcou mais? R - Rapaz, todos eles que você roda marca. Porque por exemplo, se você trabalha no litoral, você está vendo ali o mar de uma maneira diferente. Está gostando. Mas essa mesma analogia e comparação a gente faz também viajando, olhando para um lado e para outro, vendo seca. Se você for interpretar aquilo ali como sofrimento, como desgaste, com certeza você vai ficar da mesma maneira. Mas se você olhar como uma paisagem diferente, como uma paisagem realista da nossa região com certeza você vai continuar e ficando bem. P – Você poderia descrever um pouquinho essa paisagem? R - Rapaz, é de muita seca em especial. Há alguns locais que você não vê uma árvore seca. Se der um problema no carro, alguma coisa, você não tem nem uma sombra para poder parar em relação a alguns desses locais. Mas em contrapartida no período das chuvas você vê praticamente um paraíso. Você não vê um gramado no Rio Grande do Sul? Mas você vê uma paisagem que você pode fazer a analogia e dizer: “Aqui a gente tem alguma coisa que pelo menos a gente pode fazer uma comparação com a região Sul.” E em todo esse período de viagem para mim o que mais faz com que eu tenha uma lembrança forte foi o que aconteceu comigo no período que eu entrei para trabalhar no Aché. Isso em meados do ano de 91. No final de 91 para o início de 92. Foi o incêndio do meu carro. Naquela época para entrar no Aché a gente teria que ter um carro. E carro não, especificamente um Fusca. Que era até difícil. E nesse período a gente viajava um setor grande como eu relatei anteriormente, e nós tínhamos que praticamente andar com tudo que você necessita para passar às vezes 15 dias, 10 dias, 1 mês. Cidades pequenas que às vezes não têm um hotel que você fique de maneira adequada você tinha que levar até propriamente a rede. Ou seja, qualquer outro utensílio que você tivesse necessidade nesse período. P – Como era a tua bagagem de viagem? R - Rapaz, tinha que levar tudo. P – O quê? R - Tinha que levar rede, tinha que levar sandália, um sapato, uma bermuda. Coisas que você tem tudo dentro de casa e você vai ter necessidade em um outro local. P – Levava toalha, levava água? R - Toalha, garrafa com água. Até a garrafa de café às vezes você tinha que levar em conseqüência do setor que você fazia. A diferença que tinha locais que você tinha que levar até um depósito para colocar gasolina. Porque entre uma cidade e outra não tinha local para você encontrar um posto para abastecer. Até isso você tinha que encontrar. P – E a mala o que era? Era uma mala para uma semana? R - A mala você tinha que levar uma mala para duas semanas às vezes. Às vezes mais do que duas semanas. Mas sempre um roteiro bom de ser feito. Em suma, o interior do Piauí sempre foi um interior que você sempre foi bem receptível. Sempre foi bem recebido. Sempre teve alguém que lhe acata, que lhe dá atenção. Diferente de alguns outros Estados também que eu tive oportunidade de trabalhar. No caso da Bahia, no caso do Maranhão. E em todo esse percurso o que realmente me marcou e que continuo com a lembrança viva até hoje..Então, com todas essas passagens, essas viagens o que mais marcou como eu tinha falado anteriormente foi a questão de ter incendiado o carro. Na época o Fusca. E por passar todo esse tempo viajando. Você sempre tinha que estar com tudo dentro do carro. Carro recém comprado, estava com pouco tempo que eu tinha entrado na empresa, mais ou menos um ano. Quisesse ou não você ainda tinha até que estar pagando o carro. E em uma viagem já praticamente na sexta-feira. Depois de ter passado em média 15 dias fora de casa, você já vem com aquela ansiedade. Aquela vontade de chegar em casa de falar sobre a viagem. De ver a família.Na época eu era solteiro ainda. E no decorrer da viagem , entre uma cidade e outra. Entre mais precisamente Simplício Mendes e São João do Piauí, que são cidades do interior, o meu carro começou a dar problema. O carro começou a dar problema, parar, diminuir a velocidade. De uma maneira ou de outra eu tentava fazer com que ele funcionasse. Não consegui. Quando eu dei de conta que realmente não tinha mais condições de fazer nada com o carro já estava começando a fumaçar dentro. Não tinha mais nem como permanecer porque eu já estava começando a ficar asfixiado em conseqüência da fumaça que continha dentro do carro. E através disso consegui descer rapidamente do carro. Mas minha preocupação, o meu patrimônio naquela época era o carro (riso) eu tinha que salvar o carro. Sem o carro ficaria difícil até continuar trabalhando. Comecei jogar terra, quebrar mato verde. Comecei fazer de tudo o que podia para ver se tentava apagar o fogo desse carro. Em suma, não consegui apagar. O carro incendiou todo. Foi perca total. Não consegui tirar nem minha carteira, nem documento do carro. Enfim, todos os meus pertences estavam todos dentro do carro. Como a gente viajava praticamente por 15 dias ou mais. Então tudo o que eu tinha estava contido ali dentro do carro. E eu comecei pedindo a Deus, comecei pedindo a tudo quanto foi de santo que realmente conseguisse apagar meu carro. (riso) Quando eu vi que não tinha mais jeito, aí eu disse: “Isto não é mais Deus não, isso não é mais santo não. (riso) É o cão. É o quê?” Sem saber o que era. Então terminou de pegar fogo no carro. Fiquei na estrada parado. Camisa queimada. Praticamente não me queimei. Só alguns arranhões, algumas queimaduras leves. E após uns 20 ,30 minutos vinha um ônibus. Ônibus vinha muito cheio. Pararam, tentaram me prestar socorro. Mas o carro já tinha tido perca total. Só que desse ônibus o que vinham eram pessoal católico que estavam saindo de um evento de uma cidade para outra através de tipo aquelas comissões ou aquelas campanhas cristãs. E quando eles me viram me deram toda assistência. Começaram a me dar água. Outros refrigerante. Me dar aquela assistência psicológica. E eu por ter perdido tudo não consegui ficar a contento. Comecei a chorar. Só que meu choro foi tão sentimental que não só eu, mas praticamente 90% do ônibus começou a chorar juntamente comigo. Então esse período foi um dos períodos que mais marcou em toda a minha vida, em todo o meu trabalho no Aché. P – E o carro ficou na estrada? R - O carro ficou na estrada. P – Não tinha ali nada perto? R - Não tinha nada perto. A cidade mais próxima que tinha, para chegar lá era em torno de 50 quilômetros. P – Você descobriu por que ele começou a incendiar? R - Até hoje não consegui saber o problema. Por qual motivo. Eu sei que antes dele incendiar eu tinha abastecido o carro. Estava com o tanque cheio. Eu acho que por esse motivo eu não consegui apagar em conseqüência do poder de inflamação que tinha gasolina. E através disso nem a terra, nem o mato verde, nem nada teve como realmente apagar esse fogo. P – E era um carro que você tinha comprado especialmente para o trabalho? R - Para o trabalho. P – Era o quê? Um Fusquinha branco? R - Era um Fusca amarelo. Ainda lembro da cor amarelo pulman. Carro todo bonitinho, arrumado para o período da época. Mesmo em 91, mas naquela época ainda era um carro que dava para pelo menos tentar rodar esse trecho da gente que era tão grande. P – E era o primeiro carro? R - Era o primeiro carro. Era o primeiro carro. Eu tinha tido anteriormente uma moto. Inclusive vendi a moto para poder conseguir o dinheiro para comprar o carro para poder começar o trabalho. P – E como é que você retomou as atividades sem o carro? R - É, graças na época à gerência que eu tinha. Por termos também mais alguns colegas fazendo o mesmo setor, ele realmente fez com que eu pudesse continuar viajando com algum deles. Na semana que eu pudesse adequar meu roteiro ao roteiro deles eu ficasse fazendo esse roteiro. Mas também ele me determinou um prazo.“Eu vou lhe dar tantos meses até você realmente adquirir outro carro.” Mas com certeza o prazo que ele me deu foi mais do que viável. P – Aí você comprou o segundo carro? R - Comprei o segundo carro. Comprei o segundo carro, naquela época continuamos trabalhando no carro. Já comprei outro carro até melhor. Comprei um Escort branco. Também cheguei rodar muito nesse carro. Cheguei rodar eu acho que mais de 100 quilômetros nesse carro. P – E alguma viagem com o Escort que também ficou marcada? R - Teve várias outras também. inclusive um acidente que foi feito por uma dona praticamente de uma farmácia. Então ela bateu praticamente no meu carro na frente de uma farmácia. (riso) P – Como foi? R - Eu cheguei, parei o carro na frente da farmácia. Ela chegou, era o local dela parar. Sempre quando ela vinha era próximo a uma curva. Ela nunca via carro nenhum. E após essa curva na hora que ela foi parar, parou em cima do meu carro. Mas, por ela ser dona de farmácia, eu trabalhar no Aché, ela comprar o Ache. aí não teve nenhum problema de resolver. Foi prático, fácil, simples. P – Dessa vida de viajante o que você mais gosta? R - O que eu mais gosto é em especial a viagem por si só. Eu já sou um adepto a viagem. E não vou mentir. E mais em especial à solidariedade que você encontra nas outras cidades. Por estar praticamente com 12 anos que trabalho nessas cidades eu já tenho um grande círculo de amizades. Você cria praticamente uma família. No hotel, no posto onde você abastece. No restaurante onde você almoça. No próprio consultório. E mais especificamente nas cidades do interior. Hoje eu tenho com médico um relacionamento, um vínculo de amizade que muitas vezes a gente não tem com um próprio parente aqui próximo a você. Na capital às vezes esse relacionamento fica mais difícil. Mas em uma cidade do interior você cria um vínculo de amizade que fica assim uma coisa fora de série. P – Você podia dar algum exemplo assim de... R - Um exemplo quando eles vêm do interior, liga para a gente para saber onde é que está. Onde vai almoçar ou jantar. Conhecer a esposa da gente. A gente sai com família deles. Eles tem festa, tem aniversário nos convida pessoalmente. A gente faz parte desse círculo de amizade. Independentemente dele ser médico ou não. Mesmo porque eu sempre gostei de levar em consideração não só o vínculo laboratório-médico ou médico-laboratório. Mas eu acho que a questão pessoal é fundamental para a vivência de qualquer pessoa. E eu sempre tive isso comigo e gosto de ter em relação ao que faço ou possa deixar de fazer. P – Você fala que gosta da viagem por si só. Como é que você aproveita essa viagem? Você gosta de dirigir? É isso? R - Também, faz parte. Mas nem tanto. O gostar da viagem por si só já muda a sua rotina. E por mudar a sua rotina com certeza faz bem. P – Está certo. R - Tem gente que se cansa, se estressa. Mas para mim não, é melhor. Para mim ao invés do cansar, para mim é um bem estar. P – Você gosta de acordar e saber: “Ah, tenho uma viagem pela frente.”? R - Eu gosto. Vou acordar hoje sabendo que vou viajar amanhã para mim é satisfatório. Me faz bem. P – Eu queria te perguntar um pouquinho mais sobre essas cidades que você conheceu. Eram cidades que você não conhecia antes? Teve alguma em especial que você gostou de trabalhar? Que você gosta de visitar? R - É, todas as cidades elas tem características diferentes. Tem aquelas que você dá preferência para visitar. Tem aquela que você já tem uma preferência diferente. até mesmo em conseqüência de uma alimentação. Tem um restaurante diferente. Um prato típico. Uma coisa diferente. P – Por exemplo? R - Uma Galinha a Cabidela que tem em São Raimundo Nonato, uma cidade do interior do Piauí. Então às vezes você está em uma cidade para outra, você estende mais seu horário de viagem. Seja ele por uma hora, duas horas de viagem mas só em conseqüência de realmente ir comer aquela comida que você está desejando naquela outra cidade. Então são uma das características. Tem outras características que diferencia também em conseqüência até mesmo de horário de visitação médica. Você visita de uma maneira mais tranqüila. Um horário mais conveniente. De uma maneira que você visita, digamos assim, mais espontânea, mais tranqüila. Então cada cidade tem uma característica diferente? P – E vai visitar médico às vezes na casa dele? R - Ah, isso aí é muito comum. P – E tem alguma situação assim mais pitoresca em relação ao médico, que você já tenha vivido? R - Essa questão de nós visitarmos, nosso papel é visitar médico. Independentemente de quem seja. E no interior, além de independentemente de quem seja nós alteramos (riso) um sloganzinho a mais: “Onde ele esteja. Independentemente de onde ele esteja. E a gente costuma visitar médico em campo de futebol. A gente costuma visitar médico em bar. Em barzinho que ele gosta de ir lá no final de semana. Você costuma visitar médico muitas vezes esperando até ele sair ou não de uma igreja. Se ele foi em alguma missa de alguma pessoa. Você costuma visitar médico em vários locais que muitas vezes você até para explicar fica difícil. Visitar ele propriamente na rua. Vai um médico que no carro passou, quando você viu quem era você vai atrás, dá sinal de luz. Muitas vezes eles criam até um medo ou um receio porque não sabem quem é atrás. Mas com certeza sempre a gente visita. P – Visita na rua mesmo. R - Na rua, em qualquer local. Em casa. às vezes a gente chega em uma cidade está passando um horário um pouco inconveniente mas é um médico que você já tem aquela afinidade, já criou aquele bom relacionamento, né? Mesmo aquele soninho depois do almoço, uma e meia, duas horas você dá um jeitinho de bater lá e tal (riso) ele levanta, ainda lavando o rosto ou penteando o cabelo mas sempre com excelente receptividade. P – O que você acha que é essencial nessa conquista do médico? Para conquistar e criar esse relacionamento? R - Eu acho que é em suma a personalidade de cada pessoa. Porque você tem que ter flexibilidade para tudo. Porque se você sabe que um médico não gosta daquele tipo de coisa obviamente você já tem que eliminar isso aí de qualquer maneira que seja. Então essa afinidade, ou esse bom relacionamento com certeza quem cria é o representante. P – Você vai descobrindo os assuntos que ele gosta, esse tipo de coisa? R - Com certeza. Você cria realmente digamos assim a personalidade do médico, o rótulo do médico através da convivência que você tem com ele. E através disso fica muito fácil realmente você ter esse envolvimento, esse relacionamento. P – Tem mais alguma história, algum episódio desses anos todos de propagandista que você gostaria de registrar? R - Rapaz, são muitos. Se fosse relatar são muitos. Sem dúvida, mas... P – Mais (riso) um. Quer contar mais um? R - (riso) Especificamente aqui, algum na mente aqui eu não estou lembrando um que seja nada, viu? P – Mudou muito a rotina de propagandista? R - Não, eu acho que as vezes a rotina ela se aperfeiçoa. Mas mudar em si, eu acho que não muda. Ela aperfeiçoa. Agora mudar eu acho que não muda. P – E olhando para a frente que sonho que você tem? R - Olha o sonho que eu tenho, que sempre tive, é de continuar me mantendo pelo menos da maneira que estou me mantendo hoje. Principalmente na relação que se diz social, familiar. E até mesmo financeira. Porque sem dúvida, sem a relação financeira estável ou bem, jamais você consegue alguma coisa. Mas em suma, especial a questão da felicidade pessoal e social. Eu sou uma pessoa muito adepta àquela questão do bem estar. Porque com certeza fazer o bem faz bem. Como teve até o último livro que nós lemos e foi um presente que nós recebemos do Aché. E eu sempre fui adepto à essa questão por uma maneira pessoal. E eu faço parte do Encontro de Casais com Cristo também já há alguns anos e a gente vê que tudo na vida da gente, independentemente de sofrimento, de relacionamento, bem-estar, sucesso é tudo conseqüência. Tudo quem fazemos somos nós. E para a gente viver bem depende única e exclusivamente da gente. P – Certo. O que é que você achou de ter contado um pouquinho das tuas histórias? R - Rapaz, eu achei ótimo. E era para a gente estar hoje com um diário para que realmente a gente fosse fazer todos esses relatos que a gente tem da história do Aché. O Aché para mim hoje, digamos que não é tudo, mas para mim eu acho que é 90%. Eu entrei no Aché praticamente com inexperiência de vivência, digamos assim. Tinha 21 anos, 22 anos ia completar. Então de lá para cá hoje minha experiência todinha de vida, de vida toda ela com certeza eu devo a maioria dela ao Aché. P – Muito obrigado. R - Eu é que agradeço.
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