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Personagem: Zilda Bernadete
Por: Museu da Pessoa,

A porta-bandeira dos Prazeres

Esta história contém:

P/1 Dona Zilda, por favor, me diga seu nome completo.

R – Em primeiro lugar, boa tarde. O meu nome é Zilda Bernardete.

P/1 – Local e a data de nascimento da senhora.

R – Sou de 18 de dezembro de 1932.

P/1 – A senhora nasceu onde?

R – Niterói. Esse era o nome do lugar.

P/1- Quando e por que sua família veio morar em Morro dos Prazeres?

R – Quem veio foi só eu.

P/1 – A senhora veio sozinha?

R – Sozinha.

P/1 – Por que?

R – Porque eu queria conhecer o Rio de Janeiro, e aí eu fugi de casa.

P/1 A senhora podia dizer uma lembrança marcante, que a senhora tem sobre a sua chegada?

R - Na minha chegada eu vi um incêndio, que nunca em minha vida eu tinha visto.

P/1- Incêndio? Onde?

R – No antigo Tabuleiro da Baiana.

P/1- Onde era o Tabuleiro da Baiana?

R - Era perto da Igreja Santo Antônio, onde agora é A Carioca.

P/1 – Incêndio de que?

R – Estava pegando fogo num prédio, pra mim foi uma festa. Nunca tinha visto um incêndio assim.

P/1- Dá para a senhora contar uma história interessante e engraçada, ligada à sua convivência no Morro dos Prazeres?

R – Engraçada? Qualquer uma?

P/1- Qualquer uma.

R – Por eu ser muito ligada e ficar rindo muito [risos].

P/1 – A senhora sabe me dizer porque o nome Morro dos Prazeres?

R – É porque era um morro muito bom, muito calmo e gostoso. Por isso deu-se o nome de Morro dos Prazeres.

P/1 – O que a senhora acha desse morro?

R - Agora não é mais Morro dos Prazeres [risos].

P/1 – Conta pra gente a sua passagem pelo Acadêmico dos Prazeres.

R – Foi muito bom aquele bloco e me deu muita vida.

P/1- E a senhora saiu em que ala?

R – Na ala das baianas.

P/1 – Sempre?

R – Aqui nos Prazeres? Aqui eu fiquei a primeira porta bandeira do bloco.

P/1 – E em outros lugares, a senhora participou de algum...

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Dados de acervo

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Morro dos Prazeres – identidade e Memória

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista de Zilda Bernardete

Entrevistado por Neide Galvão do Amaral

Rio de Janeiro, 06 de julho de 2002

Código MP_CB014

Revisado por Luciana de Cássia da Silva

P/1 Dona Zilda, por favor, me diga seu nome completo.

R – Em primeiro lugar, boa tarde. O meu nome é Zilda Bernardete.

P/1 – Local e a data de nascimento da senhora.

R – Sou de 18 de dezembro de 1932.

P/1 – A senhora nasceu onde?

R – Niterói. Esse era o nome do lugar.

P/1- Quando e por que sua família veio morar em Morro dos Prazeres?

R – Quem veio foi só eu.

P/1 – A senhora veio sozinha?

R – Sozinha.

P/1 – Por que?

R – Porque eu queria conhecer o Rio de Janeiro, e aí eu fugi de casa.

P/1 A senhora podia dizer uma lembrança marcante, que a senhora tem sobre a sua chegada?

R - Na minha chegada eu vi um incêndio, que nunca em minha vida eu tinha visto.

P/1- Incêndio? Onde?

R – No antigo Tabuleiro da Baiana.

P/1- Onde era o Tabuleiro da Baiana?

R - Era perto da Igreja Santo Antônio, onde agora é A Carioca.

P/1 – Incêndio de que?

R – Estava pegando fogo num prédio, pra mim foi uma festa. Nunca tinha visto um incêndio assim.

P/1- Dá para a senhora contar uma história interessante e engraçada, ligada à sua convivência no Morro dos Prazeres?

R – Engraçada? Qualquer uma?

P/1- Qualquer uma.

R – Por eu ser muito ligada e ficar rindo muito [risos].

P/1 – A senhora sabe me dizer porque o nome Morro dos Prazeres?

R – É porque era um morro muito bom, muito calmo e gostoso. Por isso deu-se o nome de Morro dos Prazeres.

P/1 – O que a senhora acha desse morro?

R - Agora não é mais Morro dos Prazeres [risos].

P/1 – Conta pra gente a sua passagem pelo Acadêmico dos Prazeres.

R – Foi muito bom aquele bloco e me deu muita vida.

P/1- E a senhora saiu em que ala?

R – Na ala das baianas.

P/1...

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