O check-up cardíaco no Brasil vive um momento de transformação, impulsionado por tecnologias que permitem ampliar o acesso e a precisão da avaliação do coração, mesmo em regiões com menos infraestrutura. Exames tradicionais como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico continuam centrais, mas novas ferramentas estão sendo incorporadas ao rastreamento do risco cardiovascular.
Para o cardiologista Dr. Victor Duque Estrada Zeitune, essas inovações representam mais do que conveniência: “a telecardiologia pode tornar acessível a avaliação da função cardíaca em locais que historicamente carecem de especialistas, o que amplia muito o alcance da medicina preventiva”. Entre as soluções em destaque está a realização de ecocardiogramas remotamente por meio de streaming em tempo real, permitindo que especialistas examinem pacientes à distância.
Além disso, exames avançados como angiotomografia coronariana e a análise de biomarcadores emergentes, como lipoproteína(a), estão ganhando espaço por sua capacidade de revelar risco oculto, muitas vezes não detectado por métodos convencionais. Essas abordagens contribuem para uma avaliação mais personalizada do risco, levando em conta fatores individuais como genética e histórico familiar.
O cardiologista aponta que a adoção dessas tecnologias pode trazer benefícios tanto para pacientes quanto para o sistema de saúde, ao permitir detecção precoce de riscos e reduzir a necessidade de internações emergenciais. No entanto, desafios como a necessidade de infraestrutura adequada, conectividade e ajustes regulatórios ainda precisam ser superados para que esses avanços se tornem rotina.