“A MULHER QUE SOBREVIVEU AO SILÊNCIO”
Minha história não começou com a violência que vivi
mas com o silêncio que aprendi a carregar desde menina.
Cresci acreditando que mulheres fortes eram aquelas que suportavam tudo caladas.
Aquelas que não reclamavam, não pediam ajuda, e engoliam a dor para não “incomodar”.
Essa ideia me acompanhou até a vida adulta.
E foi nela que me perdi.
Ao longo dos anos, enfrentei situações que nenhuma mulher deveria enfrentar:
abandono, manipulação emocional, humilhações, violência silenciosa,
e a marca mais dura que um ser humano pode carregar:
a sensação de não ter valor.
A sociedade sempre ensinou que a mulher deve suportar, perdoar, permanecer.
Mas ninguém ensinou como sobreviver a isso.
Eu fui chamada de louca.
Eu fui culpada por coisas que eu não causei.
Eu fui vendida emocionalmente como se minha vida tivesse preço.
Eu fui descartada por quem jurou me proteger.
E mesmo assim, me disseram para “seguir em frente como se nada fosse”.
Mas o corpo guarda aquilo que a boca não fala.
Por fora eu vivia.
Por dentro eu sangrava.
A cura começou no dia em que finalmente rompi o silêncio.
Quando percebi que Deus não me criou para suportar violência,
mas para viver.
Foi no momento mais escuro quando quase desisti de mim
que senti o Aba Pai me resgatar do mesmo lugar emocional
ao qual tantas mulheres são empurradas:
o vale dos esquecidos.
Eu renasci nas minhas próprias cartas.
Nas que escrevi para Deus.
Nas que escrevi para as versões que não pude salvar.
E nas que hoje escrevo para outras mulheres que, como eu,
foram ensinadas a sobreviver em silêncio.
Transformei minha dor em missão.
Meu trauma em ferramenta.
Meu grito em livro.
Minha história em cura.
Hoje, sou mulher, profissional, escritora, e acima de tudo
uma sobrevivente marcada não pelo que fizeram comigo,
mas pelo que Deus fez em mim.
Carrego a coroa que não é de ouro,
é...
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“A MULHER QUE SOBREVIVEU AO SILÊNCIO”
Minha história não começou com a violência que vivi
mas com o silêncio que aprendi a carregar desde menina.
Cresci acreditando que mulheres fortes eram aquelas que suportavam tudo caladas.
Aquelas que não reclamavam, não pediam ajuda, e engoliam a dor para não “incomodar”.
Essa ideia me acompanhou até a vida adulta.
E foi nela que me perdi.
Ao longo dos anos, enfrentei situações que nenhuma mulher deveria enfrentar:
abandono, manipulação emocional, humilhações, violência silenciosa,
e a marca mais dura que um ser humano pode carregar:
a sensação de não ter valor.
A sociedade sempre ensinou que a mulher deve suportar, perdoar, permanecer.
Mas ninguém ensinou como sobreviver a isso.
Eu fui chamada de louca.
Eu fui culpada por coisas que eu não causei.
Eu fui vendida emocionalmente como se minha vida tivesse preço.
Eu fui descartada por quem jurou me proteger.
E mesmo assim, me disseram para “seguir em frente como se nada fosse”.
Mas o corpo guarda aquilo que a boca não fala.
Por fora eu vivia.
Por dentro eu sangrava.
A cura começou no dia em que finalmente rompi o silêncio.
Quando percebi que Deus não me criou para suportar violência,
mas para viver.
Foi no momento mais escuro quando quase desisti de mim
que senti o Aba Pai me resgatar do mesmo lugar emocional
ao qual tantas mulheres são empurradas:
o vale dos esquecidos.
Eu renasci nas minhas próprias cartas.
Nas que escrevi para Deus.
Nas que escrevi para as versões que não pude salvar.
E nas que hoje escrevo para outras mulheres que, como eu,
foram ensinadas a sobreviver em silêncio.
Transformei minha dor em missão.
Meu trauma em ferramenta.
Meu grito em livro.
Minha história em cura.
Hoje, sou mulher, profissional, escritora, e acima de tudo
uma sobrevivente marcada não pelo que fizeram comigo,
mas pelo que Deus fez em mim.
Carrego a coroa que não é de ouro,
é de honra.
E minhas vestes não são de luxo,
são de coragem.
Divido minha história porque sei que existe uma mulher lendo isto agora
lutando contra o mesmo silêncio que quase me destruiu.
E eu quero que ela saiba:
ninguém nasce para ser esquecida.
Ninguém merece carregar culpas que não são suas.
E toda mulher tem direito a renascer.
Eu renasci.
E essa é a minha história que hoje deixo registrada
não pelos golpes que recebi,
mas pela vida que escolhi viver.
Iamara Lopes
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