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A memória involuntária

Esta história contém:

A memória involuntária

Não chegam a ser filmes que passam na minha cabeça, são microssegundos de imagens corridas, quase sempre com algum som perceptível, mas sem início ou continuação. As minhas lembranças involuntárias surgem sem eu saber de contexto por conta própria ou com continuidade do que quer que tenha acontecido depois de um momento que, de alguma forma, me marcou.Saí da minha cidade natal com 3 anos, e tenho 3 lembranças de lá: no dia da mudança, sem sentimento de tristeza, eu correr para uma casinha de bonecas que seria dada a uma amiga, buscar um brinquedo que tinha deixado na "pia"; ver enfeites de natal, passar pela sala para os quartos e ver a cachorra "Puki" com a pata traseira enfaixada, e chorando, coitadinha. A última é estar dentro de uma banheira de plástico marrom, olhar pra água quente e ver caindo no fundo duas pastilhas roxas que se dissolviam. Como eu me lembro disso? Em que parte da mente elas ficam guardadinhas e quando me dou conta, vejo esses lapsos e conto para meus pais? Mas também lembro de sensações e pensamentos, o que considero um pouco estranho. Lembro de estar no Jardim A ou B e a professora perguntar à turma: "Que dia é hoje?" e eu escutar, perplexa o coro "Terça-feiraaa" e eu pensar "Como eles sabem disso? Eu deveria saber disso?" Minha irmã ri quando conto isso, diz que só eu e meu pai temos memórias assim. Quando a memória me surge por conta de um cheiro, as cenas parecem ter menos de um segundo cada uma e elas fazem turum turum turum, passou o cheiro; passou a lembrança. Nem saberia como tentar fazer durar mais tempo. Acho graça de todas elas e espero com borboletas na barriga para saber o que vou lembrar dos meus anos mais recentes.

Palavras-chave: passado, brevidade

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