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Por: Adriana de Lima Soares, 9 de abril de 2024

A educação está transformando minha vida!

Esta história contém:

Meu objetivo é incentivar pessoas.

Desde que nasci que enfrento desafios. Lidar com abandono, rejeição dos meus genitores desde que nasci não foi fácil. Comecei a trabalhar com 5 anos de idade (lavando roupas), sem receber um centavo e assim continuei trabalhando de graça até meus 21 anos. Sabe o que é curioso? É que órfãs de genitores vivos são marginalizados pela sociedade, as pessoas julgam os órfãos por acreditar que os mesmos são culpados por terem sidos rejeitados. Mulheres vivem dando à luz, abandonam os filhos, assim como muitos homens também o fazem. Sou natural de João Pessoa - PB, onde sofri abusos físicos,abusos verbais e também fui torturada.. em que ano? Na década de 80. Lembro do dia em que fui colocada num buraco e obrigada a comer açúcar e Pimenta por ter feito alguma arte (eu tinha uns 2/3 anos), lembro também de quando tentaram me afogar no Rio Jajão em JP, se eu relatar todas às vezes que fui pisoteada, espancada, minha história será difícil de ser lida. Sabe por que? A sociedade brasileira não quer ouvir sobre dores advindas de outras pessoas. Aos 13/14 (talvez) fui despejada no RJ como se eu fosse um saco de lixo. Devido meu suposto pai estar com medo do ECA. Chegando no Rio de Janeiro essa tal cidade que o povo diz ser \"maravilhosa\", meu sofrimento foi ser perpetuando. Aqui no Rio de Janeiro continue passando fome, sofrendo abusos, continuei sendo escrava. Trabalhei na casa de pessoas evangélicas e as mesmas me exploravam, só sabiam me condenar, julgar e me açoitar. Fui evangélica dos 15 anos aos 17 anos (mesmo sendo analfabeta à época), sabia que ali não era meu lugar. Aos 17 fui trabalhar em padaria, detalhe, os donos das padarias que eu trabalhava me escondiam para nenhum fiscal do trabalho me achar. Eu não entendia que eles estavam cometendo crime trabalhistas e me escondia. Conforme a vida seguia fui me tornando rebelde ainda mais e também desenvolvi depressão (mas, eu não sabia o que era...

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Palavras-chave: legado

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