Meu objetivo é incentivar pessoas.
Desde que nasci que enfrento desafios. Lidar com abandono, rejeição dos meus genitores desde que nasci não foi fácil. Comecei a trabalhar com 5 anos de idade (lavando roupas), sem receber um centavo e assim continuei trabalhando de graça até meus 21 anos. Sabe o que é curioso? É que órfãs de genitores vivos são marginalizados pela sociedade, as pessoas julgam os órfãos por acreditar que os mesmos são culpados por terem sidos rejeitados. Mulheres vivem dando à luz, abandonam os filhos, assim como muitos homens também o fazem. Sou natural de João Pessoa - PB, onde sofri abusos físicos,abusos verbais e também fui torturada.. em que ano? Na década de 80. Lembro do dia em que fui colocada num buraco e obrigada a comer açúcar e Pimenta por ter feito alguma arte (eu tinha uns 2/3 anos), lembro também de quando tentaram me afogar no Rio Jajão em JP, se eu relatar todas às vezes que fui pisoteada, espancada, minha história será difícil de ser lida. Sabe por que? A sociedade brasileira não quer ouvir sobre dores advindas de outras pessoas. Aos 13/14 (talvez) fui despejada no RJ como se eu fosse um saco de lixo. Devido meu suposto pai estar com medo do ECA. Chegando no Rio de Janeiro essa tal cidade que o povo diz ser \"maravilhosa\", meu sofrimento foi ser perpetuando. Aqui no Rio de Janeiro continue passando fome, sofrendo abusos, continuei sendo escrava. Trabalhei na casa de pessoas evangélicas e as mesmas me exploravam, só sabiam me condenar, julgar e me açoitar. Fui evangélica dos 15 anos aos 17 anos (mesmo sendo analfabeta à época), sabia que ali não era meu lugar. Aos 17 fui trabalhar em padaria, detalhe, os donos das padarias que eu trabalhava me escondiam para nenhum fiscal do trabalho me achar. Eu não entendia que eles estavam cometendo crime trabalhistas e me escondia. Conforme a vida seguia fui me tornando rebelde ainda mais e também desenvolvi depressão (mas, eu não sabia o que era...
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Meu objetivo é incentivar pessoas.
Desde que nasci que enfrento desafios. Lidar com abandono, rejeição dos meus genitores desde que nasci não foi fácil. Comecei a trabalhar com 5 anos de idade (lavando roupas), sem receber um centavo e assim continuei trabalhando de graça até meus 21 anos. Sabe o que é curioso? É que órfãs de genitores vivos são marginalizados pela sociedade, as pessoas julgam os órfãos por acreditar que os mesmos são culpados por terem sidos rejeitados. Mulheres vivem dando à luz, abandonam os filhos, assim como muitos homens também o fazem. Sou natural de João Pessoa - PB, onde sofri abusos físicos,abusos verbais e também fui torturada.. em que ano? Na década de 80. Lembro do dia em que fui colocada num buraco e obrigada a comer açúcar e Pimenta por ter feito alguma arte (eu tinha uns 2/3 anos), lembro também de quando tentaram me afogar no Rio Jajão em JP, se eu relatar todas às vezes que fui pisoteada, espancada, minha história será difícil de ser lida. Sabe por que? A sociedade brasileira não quer ouvir sobre dores advindas de outras pessoas. Aos 13/14 (talvez) fui despejada no RJ como se eu fosse um saco de lixo. Devido meu suposto pai estar com medo do ECA. Chegando no Rio de Janeiro essa tal cidade que o povo diz ser \"maravilhosa\", meu sofrimento foi ser perpetuando. Aqui no Rio de Janeiro continue passando fome, sofrendo abusos, continuei sendo escrava. Trabalhei na casa de pessoas evangélicas e as mesmas me exploravam, só sabiam me condenar, julgar e me açoitar. Fui evangélica dos 15 anos aos 17 anos (mesmo sendo analfabeta à época), sabia que ali não era meu lugar. Aos 17 fui trabalhar em padaria, detalhe, os donos das padarias que eu trabalhava me escondiam para nenhum fiscal do trabalho me achar. Eu não entendia que eles estavam cometendo crime trabalhistas e me escondia. Conforme a vida seguia fui me tornando rebelde ainda mais e também desenvolvi depressão (mas, eu não sabia o que era depressão), dessa forma fui vivendo, me atropelando, erguindo-me. Já com 21 anos conheci o pai do meu filho que tem mais idade que eu. Eu vi nele o pai que não tive. Mas, ele continuou fazendo o que as pessoas faziam comigo (me maltratava), engravidei morei na rua grávida, tive um filho... Eu pensava que a vida ia mudar. Não mudou. Sofri violência doméstica praticada pelo do pai do meu e de sua família.. Era tanto sofrimento que eu só pensava em morrer, foi então que eu depois de passar 11 anos sendo maltratada pelo pai do meu do meu filho que resolvi ir embora. Eu fui embora acreditando no que eu ouvia. - Toda pessoa tem mérito na vida. É mentira!! Meritocracia para quem é pobre e miserável não existe. Quem pobre, muito pobre só serve para ser escravo dos outros. Aos 28 anos uma luz ainda que pequena surgiu - Fui à escola pela primeira vez na vida. Estudei na Escola Municipal Anitta Mafalda fiz o ensino fundamental e em seguida eu fiz o ENEM e concluí o ensino médio também, porém eu tinha um certificado e poucas oportunidades de trabalho. O tempo foi passando, eu dava meu jeito para ter meu dinheiro, entretanto eu precisava desenvolver meu pensamento crítico. O mais curioso é que eu achava que bastava ter um certificado de conclusão do ensino de base e pronto! Tolinha eu era. Até que em 2019 dia 09/12 recebi uma mensagem do Educa mais Brasil, onde a mesma dizia que havia ganhado uma bolsa de estudo, naquele mesmo dia fui ao pólo do Centro Universitário Unicesumar e me matriculei no curso de Licenciatura em História Plana. Em 2020 iniciei o ano letivo (logo veio a pandemia) fui infectado com covid e quase morri, foram 4 meses e meio de tratamento (nem sei porque não faleci), despluguei as disciplinas e em agosto do mesmo ano retomei os estudos. Não foi nada fácil, pois eu sempre tive uma vida muito difícil, sempre morei de favor nas casas dos outros e ter uma vida miserável sempre me fez mal. Com muita dificuldade e ajude de alguns amigos e amigas conseguir concluir o curso de nível superior, mas você pensa que o mercado de trabalho me aceitou? Não me aceitou! Eu não fiz estágio como deveria ter feito, através da licenciatura em conquistei minha liberdade mental, mas continue sendo escrava da miséria. Desde 2021 que numa comunidade onde todos os dias (ou quase todos os dias) ouço piadinhas das vizinhas. Sabe o motivo? Eu não sou casada, mulheres solteiras são julgadas dia e noite por homens e mulheres machistas (antes que você), teça um julgamento - não. Minha casa não é uma casa aberta para homens entrar o único homem que tem acesso livre a minha casa é meu filho, e mesmo assim sou perseguido por evangélicos, sem contar que não sou religiosa também (me reconheci ateia), por ter sofrido demais no meio religioso. Mas, algo a vida tinha reservado de bom para meu crescimento pessoal. Em 2023 fiz o ENEM mais uma vez e mesmo não tirando uma nota tão boa consegui passar para o curso de Licenciatura em Ciências Sociais no Colégio Pedro II, um lugar que eu achava que eu não merecia estar. O que te dizer?! Quero te dizer que a vida nunca será fácil para ninguém, quero te dizer que meritocracia é um discurso criado para te emitir a mensagem seguinte: - Se você não venceu na vida foi porque você não lutou o suficiente. Este contexto criado pela burguesia brasileira só serve para desestimular pessoas de baixar renda, fazendo com as mesmas se conformem com sua pobreza e vida infeliz. Então, digo-lhe: - Por difícil que seja vá estudar, se dedique aos estudos, faça ENEM e mude sua vida. Eu ainda continuo passando por muitas dificuldades financeiras, mas lutarei até conseguir transformar minha vida através da EDUCAÇÃO. Quem estuda transforma a si e encentiva os demais que o cerca.
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