Como milhares de nordestinas, deixei minha terra em busca do trabalho em São Paulo na década de 70. O emprego era um sonho possível de ser alcançado. Ir para o trampo na Av. Paulista era o simbolo da conquista E foi lá onde primeiro trabalhei. Cada carteira assinada em um escritório era a prova de que a competência de baianos ou paraíbas não se restringia a lavrar a terra. Queríamos ser urbanos, queríamos ver a 9 de Julho do terraço do MASP, queríamos descer a Consolação em busca da Av. São João e da Praça Roosevelt.
E assim, se não éramos, passamos a ser parte desta metrópole, a vender nosso conhecimento e nossas habilidades e, como troca, ter um canto para viver. Mas nunca uma terra igual à que para trás deixamos.