Era um quarto amplo, num corredor composto por vários outros quartos. Era muito ventilado, paredes brancas e muito bem pintadas, bem no meio da parede que ficava à direita havia uma grande janela, por onde os raios de sol invadiam o quarto bem cedinho. Era sempre verão e o mês era dezembro. Era sempre nas férias da escola. Havia uma penteadeira e uma pequena cômoda, talvez com quatro ou seis gavetas, não me lembro muito bem. Havia um guarda-roupa de quatro portas, cujo espelho encontrava-se na parte interna de uma das portas. Em cima da cômoda ficava uma pequena televisão, já velha para a época, o programa preferido era sempre um em que candidatos a futuros cantores, se apresentavam todos os finais de semana, mais precisamente, aos domingos. A cama era grande e simples, o colchão bastante confortável, apresentava uma cabeceira onde a madeira que a compunha, era exatamente igual a madeira que compunha todo o guarda-roupa. Ambos, tinham um brilho que chamava a atenção e que se destacavam pelos veios claros e escuros, próprios da madeira o que lhes acrescentavam um certo charme. Ainda neste corredor, haviam vários outros quartos, em cada qual várias famílias, como se casas individuais os fossem e também uma cozinha coletiva, assim como também o era, o banheiro. Às vezes, da porta da cozinha, enquanto minha tia preparava o mingau de amido de milho com leite e açucar para seu bebê, meu primo, eu podia avistar uma porta ou outra que se abria em um dos quartos. Dava para ver geladeiras e fogões, mesas e cadeiras, além de uma cama ou duas e um pequeno gurda-roupa, de um ou outro morador de um dos quartos e que preferia assim,manter sua privacidade, dividindo o menos possível os espaços. Alguns eram casais e na sua maioria, jovens casais, outros, casais e um filho, no máximo dois. O acesso a esse corredor de quartos com cozinha e banheiro coletivo, era feito por uma pequena porta de vidro, que dava para uma imensa escadaria, onde os...
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Era um quarto amplo, num corredor composto por vários outros quartos. Era muito ventilado, paredes brancas e muito bem pintadas, bem no meio da parede que ficava à direita havia uma grande janela, por onde os raios de sol invadiam o quarto bem cedinho. Era sempre verão e o mês era dezembro. Era sempre nas férias da escola. Havia uma penteadeira e uma pequena cômoda, talvez com quatro ou seis gavetas, não me lembro muito bem. Havia um guarda-roupa de quatro portas, cujo espelho encontrava-se na parte interna de uma das portas. Em cima da cômoda ficava uma pequena televisão, já velha para a época, o programa preferido era sempre um em que candidatos a futuros cantores, se apresentavam todos os finais de semana, mais precisamente, aos domingos. A cama era grande e simples, o colchão bastante confortável, apresentava uma cabeceira onde a madeira que a compunha, era exatamente igual a madeira que compunha todo o guarda-roupa. Ambos, tinham um brilho que chamava a atenção e que se destacavam pelos veios claros e escuros, próprios da madeira o que lhes acrescentavam um certo charme. Ainda neste corredor, haviam vários outros quartos, em cada qual várias famílias, como se casas individuais os fossem e também uma cozinha coletiva, assim como também o era, o banheiro. Às vezes, da porta da cozinha, enquanto minha tia preparava o mingau de amido de milho com leite e açucar para seu bebê, meu primo, eu podia avistar uma porta ou outra que se abria em um dos quartos. Dava para ver geladeiras e fogões, mesas e cadeiras, além de uma cama ou duas e um pequeno gurda-roupa, de um ou outro morador de um dos quartos e que preferia assim,manter sua privacidade, dividindo o menos possível os espaços. Alguns eram casais e na sua maioria, jovens casais, outros, casais e um filho, no máximo dois. O acesso a esse corredor de quartos com cozinha e banheiro coletivo, era feito por uma pequena porta de vidro, que dava para uma imensa escadaria, onde os degraus eram todos chamuscadinhos de pequenos pontos pretos e brancos. Não havia corrimão, a parede era quem fazia esse papel. Também havia uma espaçosa lavanderia, com inúmeros varais de teto, cada um possuía o seu, mas apenas um tanque, grande, velho e carcomido pelo tempo, local em que os moradores lavavam suas poeiras, alvejavam seus lençois, fraldas e outros panos, que ficavam branquinhos como o algodão.
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