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Por: Danilo Valisserra Hortencio, 14 de novembro de 2025

40 anos da epidemia de AIDS no Brasil

Esta história contém:

40 anos da epidemia de AIDS no Brasil

40 anos de AIDS no Brasil — e 18 anos de vida, acolhimento e propósito”

Por Danilo Valisserra

Meu nome é Danilo Valisserra, tenho 38 anos, nasci em São Paulo e, em 2008, a minha vida mudou para sempre.

Na época, eu estava participando de um processo seletivo para uma empresa estrangeira. Fiz todos os exames exigidos — e, entre eles, havia um exame adicional. Foi assim, de surpresa, que recebi o diagnóstico de HIV positivo.

Naquele instante, tudo pareceu desabar.

Todos os meus planos, todos os meus sonhos, tudo o que eu imaginava sobre o meu futuro ficou em suspenso. A sensação era a de que a vida tinha sido arrancada do trilho.

Mas, no meio desse pânico, uma porta se abriu.

Eu fui atendido pelo SUS, em um centro de referência para tratamento de HIV. Lá, encontrei mais do que médicos: encontrei acolhimento, humanidade e — especialmente — uma psicóloga que me recebeu como eu precisava ser recebido naquele momento.

Foi ali que eu entendi uma das maiores verdades da minha vida:

informação e acolhimento salvam vidas.

Com o início do tratamento e a adesão correta, descobri que a vida continuava — igual, plena e possível.

Descobri que, com o método certo, disciplina e cuidado, o HIV não só é tratável: ele é controlável, garantindo qualidade de vida, futuro e dignidade.

E foi nesse momento, ainda muito jovem e assustado, que eu entendi meu propósito.

Eu decidi que, se eu tinha passado por aquilo, eu não iria guardar só pra mim.

Eu queria que outras pessoas soubessem que não existe culpa, que não existe sentença, que testar positivo não significa perder a vida — significa cuidar dela.

Decidi falar.

Decidi ocupar espaço.

Decidi transformar a minha história em ferramenta de acolhimento.

Desde então, uso minhas redes e meu trabalho para:

incentivar a testagem regular;

reforçar a importância da adesão correta ao tratamento;

combater a culpa, a vergonha e o estigma;

lembrar que...

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Palavras-chave: legado

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