Foi no chuvoso dia 31 de dezembro de 1950. Paulo de Moraes, 17 anos , morador da rua Urbano Duarte, Casa Verde. Glaudy Lopes, 16 anos, moradora da rua Rodolfo Miranda, Bom Retiro. Ambos iriam assistir à tradicional Corrida de São Silvestre, que naqueles tempos tinha como local de chegada a avenida Cásper Líbero. Foi assim que se conheceram.
Paulo estava ensopado pela chuva e viu a bela Glaudy de guarda-chuva. Mesmo já estando todo molhado sabia que era uma boa oportunidade para uma cantada na moça. Passava o lenço na testa e torcia, para chamar a atenção dela. Não conseguiu abrigo debaixo do guarda-chuva, mas marcou um encontro para o dia seguinte, na praça José Roberto (hoje praça Armênia). Casaram em 8 de novembro de 1952.
Paulo trabalhou como funcionário municipal no Parque do Ibirapuera. Era vigia do parque no IV Centenário, no ano em que nasceu a primeira filha, Maria Luiza, no dia 25 de janeiro de 1954, aniversário da cidade de São Paulo. Depois tiveram mais três filhos. Completaram “bodas de ouro”, e apesar das dificuldades estão felizes até hoje.
Esta história bem paulistana é da minha família.E todos os anos participo da Corrida de São Silvestre para homenageá-los.
Paulo de Moraes Júnior, 3º filho do casal Paulo de Moraes e Glaudy Lopes de Moraes.


