Escrevo a partir de um corpo que falha e não negocio isso com linguagem confortável.
Convivo com dor crônica associada à Fibromialgia e à Espondiloartrite Axial e compressão medular. Não escrevo por catarse. Escrevo para registrar, conter, nomear e fixar uma experiência que tende a ser diluída ou distorcida.
Minha produção transita entre crônica, ensaio e provocação filosófica. Uso linguagem direta, cortes secos e recuso ornamento. Não trabalho com emoção exposta; trabalho com elaboração sob pressão. Corpo, identidade e lucidez aparecem como conflito, não como narrativa conciliatória.
Dialogo com tradições introspectivas e existenciais, sob influência de Machado de Assis, Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Lya Luft, não por estética, mas por método: ambiguidade, tensão e precisão.
Mantenho registro contínuo das minhas crônicas na Substack e em plataformas digitais, com recorrência temática e assinatura textual identificável.
Não escrevo para aliviar. Escrevo para fixar. E deixar rastro.