P/1 - Andréia, pra começar eu gostaria que você me fale seu nome completo, a cidade e data de nascimento.
R: Andréia Silva da Rosa de Amorin, eu sou de Santa Catarina, mais especificamente São José município ao lado de Florianópolis. E recentemente fiz aniversário dia 23 de maio.
P/1 - Qual é a sua formação?
R: Minha formação é muito diversa, é bem característico, se nós compararmos a questão de responsabilidade. Eu tenho formação e graduação em pedagogia, especialização em gestão de recursos humanos, formação em gestão de organização não lucrativa em responsabilidade social empresarial, especialização em formação de redes sociais e gestão de redes sociais e agora mestrado em gestão pública e terceiro setor em responsabilidade social.
P/1 - E atualmente qual é a sua atividade principal?
R: A atividade principal hoje é a realização, se constitui fisicamente da realização de um sonho, eu sou diretora do centro Senac de desenvolvimento social, é uma unidade especializada do Senac Santa Catarina, que tem a responsabilidade do ponto de vista corporativo de fazer a gestão, prestar uma assessoria institucional para questões relacionadas a sustentabilidade na dimensão ambiental e social, bem como também ações externas. Ou seja de mobilização empresarial no Estado, de qualificação profissional nessa área, então nós somos um centro que tem responsabilidade na atuação em todas as unidade do Senac Santa Catarina e também a disseminação de conceitos e prática de responsabilidade social.
P/1 - Legal, você já estava me falando um pouquinho de como esse tema da sustentabilidade entrou na sua vida foi muita paixão.
R: Foi muito interessante na década de 1990, eu sempre me envolvi em movimentos sociais e movimentos religiosos, então sempre em liderança, seja desde da liderança em grupos de jovens e atividades afins. E 1998 foi o período em que eu estava na Universidade, e hoje a gente tem a...
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P/1 - Andréia, pra começar eu gostaria que você me fale seu nome completo, a cidade e data de nascimento.
R: Andréia Silva da Rosa de Amorin, eu sou de Santa Catarina, mais especificamente São José município ao lado de Florianópolis. E recentemente fiz aniversário dia 23 de maio.
P/1 - Qual é a sua formação?
R: Minha formação é muito diversa, é bem característico, se nós compararmos a questão de responsabilidade. Eu tenho formação e graduação em pedagogia, especialização em gestão de recursos humanos, formação em gestão de organização não lucrativa em responsabilidade social empresarial, especialização em formação de redes sociais e gestão de redes sociais e agora mestrado em gestão pública e terceiro setor em responsabilidade social.
P/1 - E atualmente qual é a sua atividade principal?
R: A atividade principal hoje é a realização, se constitui fisicamente da realização de um sonho, eu sou diretora do centro Senac de desenvolvimento social, é uma unidade especializada do Senac Santa Catarina, que tem a responsabilidade do ponto de vista corporativo de fazer a gestão, prestar uma assessoria institucional para questões relacionadas a sustentabilidade na dimensão ambiental e social, bem como também ações externas. Ou seja de mobilização empresarial no Estado, de qualificação profissional nessa área, então nós somos um centro que tem responsabilidade na atuação em todas as unidade do Senac Santa Catarina e também a disseminação de conceitos e prática de responsabilidade social.
P/1 - Legal, você já estava me falando um pouquinho de como esse tema da sustentabilidade entrou na sua vida foi muita paixão.
R: Foi muito interessante na década de 1990, eu sempre me envolvi em movimentos sociais e movimentos religiosos, então sempre em liderança, seja desde da liderança em grupos de jovens e atividades afins. E 1998 foi o período em que eu estava na Universidade, e hoje a gente tem a visão racional, mas na época nós não tínhamos, né, como surgiu de repente numa situação dentro da Universidade estudando outras coisas, alguém falou d’um Instituto Ethos, uma coisa assim que tinha acontecido em 1990 e tava acontecendo naquela época sendo lançado em São Paulo, que era uma realidade muito distante de Santa Catarina e eu fui investigar o que era isso e comecei a puxar o fio da meada e cada vez mais eu me interessando. Eu sempre me interessei pelo ponto de vista gestão educacional, a educação enquanto ferramenta de mudança do mundo e essas coisas eram muito próximas. Então em 1998 eu comecei a estudar muito sobre isso direcionei toda a minha formação acadêmica pra isso, o que culminou também no desenvolvimento de atividades profissionais relacionados a essa área.
P/1 - Como você vê o impacto desse tipo de ação no seu cotidiano profissional, você consegue observar uma resposta?
R: Eu vejo assim que o ser humano, nós todos precisamos mudar a perspectiva de olhar para o mundo, você não pode pensar nas pequenas ações humanas diárias de consumo de atividades que você não pensa. Qual o impacto que isso vai gerar! O que isso vai trazer para um outra pessoa ou pro meio ambiente então, essas coisas estão muito intrínsecas aos meus valores pessoais e eu também levo pros valores profissionais, eu resgatando essa questão histórica, entrando no túnel do tempo , o túnel do tempo do Ethos é próximo do meu túnel do tempo relacionado a essas questões de discussão, até mesmo de trazer os valores pessoais pra uma prática profissional, então em 1998, quando eu comecei a ver e ouvir sobre isso, o que nós podemos fazer como fazer, lá em São Paulo tavam falando sobre essas coisas e o que que isso em Santa Catarina poderia trazer, e pra Florianópolis e pra minha casa e pras minhas atividades profissionais. Eu tive a felicidade desde 1998 até 2002 desenvolver algumas coisas pessoais e profissionais. Em 2002 teve um marco muito importante, foi o ingresso no Senac Santa Catarina pra trabalhar com atividades de educação, nada muito relacionado a sustentabilidade. Na época algumas coisas já vinham trazendo pra instituição demandas de gestão, de resultados sociais, quantas pessoas são atendidas além das matrículas feitas e eu vi nisso uma grande oportunidade de colocar profissionalmente conhecimentos que eram até então estavam sendo adquiridos. Então desde 2003 nós começamos um trabalho dentro do Senac de organizar dos resultados sociais e ambientais e inclusive dimensionando qual era esse impacto da organização. Em 2003 fui convidada para um grande desafio de montar, estruturar um centro de especializado nessas questões de sustentabilidade, que cuidasse tanto dos cuidados da organização, quanto também, disseminasse esse conceito na sociedade. De 2003 à 2005 nós planejamos, fizemos diversas reuniões com diverso agentes stakeholders da organização definindo o que seria isso. Em 2005 nós fundamos o Centro Senac de Desenvolvimento Social com toda essa proposta de gerir o próprios resultados e trazer para o público externo essa perspectiva também, que Santa Catarina, todo mundo acha que é o sul maravilha. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, nós temos muitas dificuldade, muita diferença social; essas questões precisavam ser tratadas com mais seriedade e nós tivemos então a felicidade de em 2005 fundar o Centro Senac de Desenvolvimento Social com toda essa proposta teórica e prática principalmente de fazer gestão de resultados que antes não eram geridos no Brasil. Para mim é muito satisfatório ver que é possível mostrar aos outros que outro mundo é possível, outro processo de pensamento humano é possível. Então trabalhar com educação também é muito importante, porque você promove a mudança, a mudança de cultura, mudança de hábitos. É um processo de longo prazo, você não pode esperar que esse entendimento, de que a tua ação hoje ela desencadeia outras ações em vários outros meios, isso não é de um dia pro outro que se toma essa consciência, mas é muito satisfatório saber que você está construindo, ajudando a construir algo melhor pras futuras gerações, pro meu filho que está em casa com nove meses.
P/1 - Você já conhecia Fundação Abrinq?
R: Já, já a gente tem alguns contatos pra realização de algumas atividades, então tenho proximidade.
P/1 - Você me falou assim desse tempo de vários marcos pra você, na sua atuação pessoal, 2002, 2003, 2005 e agora pensando um pouco na história do Ethos que você teve contato, tanto pela mídia ou pela sua pesquisa, qual que você acha que foi a maior realização, você fala que “Isso que eles fizeram foi até imprescindível, até pra minha atuação”?
R: A própria fundação do Instituto Ethos é um marco, é um divisor de águas, porque iniciou o processo de profissionalização dessa área, nós não tínhamos qualquer pessoa falando nisso, eram um pessoal que tinham uma prática, que tem uma vida, que tem uma história, o que contribui muito pra nós. Hoje somos guiados por exemplos, nós precisamos de bons líderes num Brasil em que o líderes, infelizmente, estão sendo deturpados. Hoje as lideranças e os referenciais são os bandidos e não os mocinhos, então tem mocinhos que se destacam, que abraçam a causa isso é muito importante. Eu estava na referência histórica em 1998 até agora pensando na mensagem que eu poderia deixar e cada vez que eu entrei em um ano eu pensava assim: somos loucos e temos líderes louco. Hoje nós somos considerados loucos talvez em 2020, 2030 não sejamos os loucos, mas sim a grande referência desse processo de mudança, não mais como louco, mas sim como pessoas que estavam a frente do seu tempo.
P/1 - O que você observa hoje em dia, agora que somos loucos, e que você acha que maior desafio para deixarmos de ser?
R: O maior desafio é primeiro termos paciência nessa etapa, que a mudança não é do dia pra noite, não é nem de um dia pro outro, não do dia pra noite ela precisa de um bom tempo. Quando você promove um evento de comemoração de 10 anos de uma organização, você tem como olhar pra trás e ver que muita coisa já mudou dentro da própria organização que está promovendo, como o próprio Instituto Ethos. E se nós olharmos pra fora a sociedade já mudou muito em 10 anos, nós ainda temos muito a mudar, nós temos que mudar e as pessoas acham que isso é uma mudança muito radical, não é. É você pensar, por exemplo, optar ao invés de que você comprar um produto falsificado, que tem toda uma cadeia produtiva ilegal, é você pensar eu vou pagar mais caro, eu vou pagar o preço de não comprar a ilegalidade, de não alimentar esse universo. Eu vou separar o meu lixo, o meu resíduo produzido porque isso vai impactar na mudança, na diminuição do lixão, no meio ambiente, nas pessoas que trabalham com resíduos. Então eu acho que o grande desafio é ter ainda a calma e a serenidade de entender que ainda temos um longo período pela frente e que essa mudança se dá não de um dia pro outro, mas em uma geração.
P/1 - Eu queria saber se tem algum registro que você gostaria de deixar assim, uma mensagem, você já começou a falar um pouquinho sobre isso, mas pra finalizar, algo que de repente tenha vinda a sua cabeça e que a gente não tocou.
R: Não, eu acho que o que sempre vinha o que eu quero deixar em registro é justamente isso da loucura, né. Acho que o referencial da sociedade hoje é um referencial muito simétrico e na realidade nós precisamos de líderes que sejam assimétricos que busquem outras formas de ver o mundo que comprem pagando o preço por isso de ser chamado de louco, mas que no futuro seja chamado de diferente, de inovador e que se não existíssemos, pensando daqui a vinte anos, vamos projetar estamos em 2008 vamos a 2028, 2028 eu quero olhar pra essa referencia, olhar pra esses 10 anos e pensar: “Bom, já estamos com trinta anos do Instituto Ethos e mudamos bastante coisa então não somos tão loucos assim.”
P/1 - Obrigada Adriana Obrigada mesmo de você compartilhar uma parte da sua vida com a gente, agradeço em nome do Museu da Pessoa.
R: Obrigada
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