Projeto: Cabine Trilhas da Natureza - São Bernardo do Campo
Depoimento de Ailton Santos de Oliveira
Entrevistado por Leandro Cusin
Local: São Bernardo do Campo - SP
Data: 12/12/2009
Realização: Museu da Pessoa
Código da entrevista: TRIL_NAT_CB021
Transcrito por Paula Leal
Revisado por Grazielle Pellicel
P - Leandro Cusin
R - Ailton Santos de Oliveira
P – Bom, primeiro, eu quero que você fale o seu nome completo, o local e data do seu nascimento.
R – Eu me chamo Ailton Santos de Oliveira, é, nasci em Itororó, Bahia, no dia 23 de maio de 1969.
P – E como que... O senhor mora aqui em São Bernardo, certo?
R – Moro em São Bernardo há 21 anos.
P – E como que o senhor veio morar aqui em São Bernardo?
R – Como que eu vim morar aqui? Por incentivo dos meus tios, né? Eu tinha uma vida desprovida lá e vim pra cá. Hoje, graças a Deus, sou feliz aqui.
P – E você pode me dizer a origem da sua família?
R – Minha origem, da minha família, eu tenho um pouco do Nordeste e um pouco, descendente de português.
P – Aqui de São Paulo?
R – São Paulo.
P – E você se lembra qual foi a sua primeira impressão de quando o senhor chegou aqui em São Bernardo?
R – Muito medo. (risos)
P – Por que medo?
R – Medo, o caos da grande metrópole, né? Acostumado [com] lá na roça, então a gente... Diferença muito grande.
P – Então, a primeira foi medo, mas depois...
R – Depois fui me acostumando, né?
P – Em que bairro que você mora aqui em São Bernardo?
R – Riacho Grande.
P – Riacho Grande?
R – Riacho Grande, isso.
P – E é um bairro bom?
R – Eu gosto de morar, porque é arborizado, né? Sempre gostei do mato, então, graças a Deus, estou no lugar certo.
P – Então, esses foram os motivos que fez o senhor morar lá?
R – Foi sim, não trocaria lá por nenhum lugar aqui no Centro.
P – E do que você mais gosta aqui, dessa cidade, de São Bernardo?
R – De São Bernardo, são as atividades...
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Projeto: Cabine Trilhas da Natureza - São Bernardo do Campo
Depoimento de Ailton Santos de Oliveira
Entrevistado por Leandro Cusin
Local: São Bernardo do Campo - SP
Data: 12/12/2009
Realização: Museu da Pessoa
Código da entrevista: TRIL_NAT_CB021
Transcrito por Paula Leal
Revisado por Grazielle Pellicel
P - Leandro Cusin
R - Ailton Santos de Oliveira
P – Bom, primeiro, eu quero que você fale o seu nome completo, o local e data do seu nascimento.
R – Eu me chamo Ailton Santos de Oliveira, é, nasci em Itororó, Bahia, no dia 23 de maio de 1969.
P – E como que... O senhor mora aqui em São Bernardo, certo?
R – Moro em São Bernardo há 21 anos.
P – E como que o senhor veio morar aqui em São Bernardo?
R – Como que eu vim morar aqui? Por incentivo dos meus tios, né? Eu tinha uma vida desprovida lá e vim pra cá. Hoje, graças a Deus, sou feliz aqui.
P – E você pode me dizer a origem da sua família?
R – Minha origem, da minha família, eu tenho um pouco do Nordeste e um pouco, descendente de português.
P – Aqui de São Paulo?
R – São Paulo.
P – E você se lembra qual foi a sua primeira impressão de quando o senhor chegou aqui em São Bernardo?
R – Muito medo. (risos)
P – Por que medo?
R – Medo, o caos da grande metrópole, né? Acostumado [com] lá na roça, então a gente... Diferença muito grande.
P – Então, a primeira foi medo, mas depois...
R – Depois fui me acostumando, né?
P – Em que bairro que você mora aqui em São Bernardo?
R – Riacho Grande.
P – Riacho Grande?
R – Riacho Grande, isso.
P – E é um bairro bom?
R – Eu gosto de morar, porque é arborizado, né? Sempre gostei do mato, então, graças a Deus, estou no lugar certo.
P – Então, esses foram os motivos que fez o senhor morar lá?
R – Foi sim, não trocaria lá por nenhum lugar aqui no Centro.
P – E do que você mais gosta aqui, dessa cidade, de São Bernardo?
R – De São Bernardo, são as atividades culturais, né? O lazer, tem muito lazer aqui, pra criança principalmente, é ótimo.
P – O senhor costuma fazer bastante desses programas culturais aqui?
R – Costumo. Na minha folga, eu faço isso com os meus filhos, graças a Deus, e sou feliz.
P – Ah, que legal. E você conhece alguma ação de meio ambiente?
R – De participar mesmo, não tenho assim um...
P – Você não participa?
R – Não participo.
P – Mas o senhor sabe que tem aqui...
R – Existe sim, eu sei que existe, mas nunca fui, assim, [de] procurar, porque eu também não tenho tempo.
P – Legal. Então, pra gente acabar aqui, me conta alguma história bem curiosa que o senhor já passou aqui em São Bernardo, que você pode contar aqui pra gente.
R – Mas em que sentido, história?
P – Uma história curiosa que você passou por aqui e assim, que você viveu aqui, sabe? Algum imprevisto, alguma coisa assim que foi engraçada ou triste e marcou a sua vida.
R – Tristeza? Não, não foi tristeza. Foi, assim, uma alerta pro mundo, né? Eu estava fazendo cursinho, quando cheguei no determinado local, desci do ônibus, o cara me, levou toda a minha roupa e me deixou só de cueca na Anchieta. Só isso. (risos)
P – Ele te assaltou, então? Total?
R – Me deixou só de cueca, e eu com todo o meu pagamento no caderno, de cuequinha, de meia, sem camisa. É mole?
P – E mesmo assim, o senhor continuou morando aqui porque...
R – Não saio daqui por nada, só se for para ir embora para o interior, mas isso aí vai demorar muito ainda.
P – Então, beleza. Obrigada Ailton por essa entrevista. Até a próxima.
R – Até a próxima.
[Fim do depoimento]
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