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Personagem: Pedro Baptistella
Por: Museu da Pessoa, 13 de março de 2014

"Meu sonho é fazer 100 anos"

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"Meu sonho é fazer 100 anos"

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Meu nome é Pedro Battistella. Nasci dia 10 de novembro de 1916, no município de Fernando Prestes, fica para o lado de Catanduva. Meus pais são de Treviso, da Itália. Meu pai chama Giuseppe Battistella e minha mãe Anna Calloder. Meu avô trabalhava em posto de tecelagem em Treviso. Meu pai veio com 11 anos pra cá. Vieram para o Brasil, porque na Itália eles estavam muito mal, eram muito pobres, então, abriu esse negócio de imigrantes, eles aproveitaram e vieram, chegaram aqui em 1888 de navio. Foi uma viagem muito dura, durou mais de mês. A única coisa boa que ele trouxe da viagem é que ele fez amizade com mais três famílias, essas três famílias aqui no Brasil não se separaram, aonde ia um, principalmente, o meu pai, era tipo de chefe da quadrilha. Ele chegou no porto de Santos e foram para imigração, a Casa do Imigrante. De lá a primeira parada e saíram com serviço contratado, foram para Amparo, para uma fazenda de café em Amparo, ficaram lá não sei quanto tempo. Depois mudaram para uma cidade chamada Dobrada, que fica também para o lado de Amparo. Meus pais fizeram amizade no navio. Minha mãe era um ano ou dois anos mais nova. Foram as quatro famílias para Amparo. Na mesma fazenda que ia um, iam os outros. Foram para Dobrada, de Dobrada foram para Fernando Prestes.

Eu nasci em Fernando Prestes, mas nós mudamos para cidade chamada Potirendaba, que ficava na zona de Rio Preto. Lá ficamos sete anos, eu me lembro bem. E depois dos sete anos, nós, os Zapater e o Iugoli compraram terras perto de Araçatuba, a 20 quilômetros de Araçatuba, e fomos todos para lá. Os Calloder como era só minha tia e três filhas, eles ficaram junto com nós, no nosso sítio. Meu pai contava que quando ele começou a carpir, do café ele não falou nada, eles achavam dificuldade, não conheciam nenhum pé de café, mas aprenderam logo e foram trabalhando, trabalhando e sempre muito pobres. Ali mudamos para Fernando Prestes, lá ficaram não sei quantos...

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