P/1 - Bebeto, boa tarde.
R - Boa tarde.
P/1 - Eu vou pedir de novo seu nome completo, data e local de nascimento.
R - Meu nome é Carlos Alberto Martins da Silva.
P/1 - Data de nascimento?
R - Nasci em 13/08, o ano prefiro não divulgar.
P/1 - E o local de nascimento?
R - Rio de Janeiro.
P/1 - Bebeto, você podia contar como foi seu ingresso na companhia?
R - Na verdade, meu ingresso na companhia foi até por acaso, eu estava trabalhando na Alemanha na época, paralelo ao trabalho de vendedor eu faço desenhos, eu trabalhaa na Alemanha em Colônia, já estava lá 2 anos, quando vim passar as férias no Brasil, vontade imensa de voltar para cá, na época consegui uma vaga para trabalhar no marketing da companhia como auxiliar, eu preferi esse desafio, né, de ganhar bem menos do que eu ganhava na Alemanha e estou aqui até hoje, caiu de pára-quedas, por acaso e estou exercendo meu trabalho até hoje.
P/1 - Quando que foi isso?
R - Isso foi em 95, maio de 95.
P/1 - E você começou então na área de marketing?
R - Exato.
P/1 - O que que você fazia?
R - Eu era auxiliar de marketing, eu apoiava os vendedores na colocação de materiais nos estabelecimentos, entendeu? Banners, faixas, isso é um cargo que existe até hoje, só que eu não desempenho mais isso.
P/1 - E depois, como que foi a sua trajetória?
R - Aí depois eu fui promovido a vendedor, né, isso era na época da revenda, fomos trazidos aqui para, quando houve a fusão da Antarctica com a Brahma e fomos trazidos para cá e estou aí até hoje.
P/1 - Você começou pela Brahma?
R - Pela Brahma.
P/1 - Está como vendedor até hoje.
R - Estou como vendedor.
P/1 - E você podia contar como é o seu dia-a-dia?
R - Bom, hoje eu sou vendedor apoiador, né, eu trabalho diretamente com o gerente, em ocasiões eu tiro férias de vendedores e supervisores também, e nosso dia-a-dia como vendedor, no caso, digamos que é até meio difícil, acordar cedo, participar de reuniões matinais,...
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P/1 - Bebeto, boa tarde.
R - Boa tarde.
P/1 - Eu vou pedir de novo seu nome completo, data e local de nascimento.
R - Meu nome é Carlos Alberto Martins da Silva.
P/1 - Data de nascimento?
R - Nasci em 13/08, o ano prefiro não divulgar.
P/1 - E o local de nascimento?
R - Rio de Janeiro.
P/1 - Bebeto, você podia contar como foi seu ingresso na companhia?
R - Na verdade, meu ingresso na companhia foi até por acaso, eu estava trabalhando na Alemanha na época, paralelo ao trabalho de vendedor eu faço desenhos, eu trabalhaa na Alemanha em Colônia, já estava lá 2 anos, quando vim passar as férias no Brasil, vontade imensa de voltar para cá, na época consegui uma vaga para trabalhar no marketing da companhia como auxiliar, eu preferi esse desafio, né, de ganhar bem menos do que eu ganhava na Alemanha e estou aqui até hoje, caiu de pára-quedas, por acaso e estou exercendo meu trabalho até hoje.
P/1 - Quando que foi isso?
R - Isso foi em 95, maio de 95.
P/1 - E você começou então na área de marketing?
R - Exato.
P/1 - O que que você fazia?
R - Eu era auxiliar de marketing, eu apoiava os vendedores na colocação de materiais nos estabelecimentos, entendeu? Banners, faixas, isso é um cargo que existe até hoje, só que eu não desempenho mais isso.
P/1 - E depois, como que foi a sua trajetória?
R - Aí depois eu fui promovido a vendedor, né, isso era na época da revenda, fomos trazidos aqui para, quando houve a fusão da Antarctica com a Brahma e fomos trazidos para cá e estou aí até hoje.
P/1 - Você começou pela Brahma?
R - Pela Brahma.
P/1 - Está como vendedor até hoje.
R - Estou como vendedor.
P/1 - E você podia contar como é o seu dia-a-dia?
R - Bom, hoje eu sou vendedor apoiador, né, eu trabalho diretamente com o gerente, em ocasiões eu tiro férias de vendedores e supervisores também, e nosso dia-a-dia como vendedor, no caso, digamos que é até meio difícil, acordar cedo, participar de reuniões matinais, ir para a rota atender os clientes, onde a gente absorve uma carga negativa às vezes muito grande, mas existe o fechameto de venda, onde não tem sido ultimamente muito fácil, tem muita pesquisa para ser feita, muito relatório para ser preenchido e se torna um pouco cansativo, essa é a nossa rotina diária mais ou menos, né?
P/1 - Bebeto, como foi para você receber a notícia da fusão em 99?
R - Olha, na época existia muito boato, né, eu apostei no boato positivo, fusão, seria a primeira multinacional brasileira, nós apostamos naquele boato de que tudo iria melhorar para a gente, eu vi com uma expectativa boa a fusão.
P/1 - Você estava trabalhando no momento da notícia?
R – Já trabalhava, a gente começou a ouvir boatos, né, primeiramente os boatos foram até pelo jornal, nem foi um boato de certa forma, foi a conclusão do negócio, eu vi pelo pelo jornal e depois começou aquele zum zum zum e medo de que vai haver cortes daquelas coisas todas, mas não foi bem por aí.
P/1 - Você percebeu muita mudança da Brahma para a Ambev, em termos de política da empresa?
R - Houve muita mdança, a empresa se profissionalizou mais no caso, ela passou a exercer algo mais técnico, antigamente as coisas eram feitas de uma maneira mais, como eu posso dizer, eles colocavam aquilo mais na nossa mão, na confiança do profissional no caso, entendeu? hoje em dia as coisas são muito mais técnicas, mais difícil, um negócio mais complicado.
P/1 - E depois em 2004, quando teve a notícia da fusão já com uma companhia internacional, que foi a (Interblue?), formando a Imbev.
R - Como estou te falando, a expectativa sempre é boa de a cada dia se crescer mais, tanto a companhia, se cresce a companhia é evidente que o nosso trabalho vai crescer também, a gente espera um reconhecimento maior de trabalhar numa multinacional, a primeira do mundo, é isso.
P/1 - Você saberia dizer como é a cultura Ambev?
R - Olha, a cultura Ambev muda frequentemente, hoje sinceramente eu não saberia dizer o que é a cultura Ambev, não sei.
P/1 - E com relação às políticas da companhia, porque a Ambev tem várias políticas sócio-ambientais, hoje em dia tem a política de consumo responsável, de alguma maneira elas afetam o seu dia-a-dia?
R - Não, não afetam o meu dia-a-dia.
P/1 - Você saberia dizer alguma coisa sobre essas políticas, iniciativas?
R - Não, não sei te dizer.
P/1 - E com relação aos desafios, porque faz tempo já que você está trabalhando, começou na Brahma e depois foi para a Ambev, os desafios que você tenha enfrentado na sua trajetória.
R - Dentro da companhia hoje? Os desafios são basicamente os mesmos desde quando eu entrei, sendo que, sinceramente, quando eu comecei na companhia não fez um vislumbre crescer mais, mas as expectativas eram melhores, a companhia, como você falou há um pouco tempo atrás, ela tem culturas, os critérios dela hoje mudaram muito em relação ao que aconteceu no passado e hoje a companhia premia muito não por merecimento, mas a pessoa que tem um grau de instrução melhor, pessoas de fora e isso tem desmotivado muita gente aqui dentro.
P/1 - Desmotivado?
R - Exatamente.
P/1 - Isso tem a ver com as perspectivas futuras então, né?
R - Exatamente.
P/1 - E momentos marcantes aqui na companhia?
R - Ah, tiveram vários, muitos momentos marcantes aqui, fica até complicado tentar lembrar um momento marcante, mas foram vários momentos, aconteceram momentos felizes, momentos também tristes que nós passamos que ficam marcados em nossa memória, perdas, uma série de coisas, né?
P/1 - De momentos felizes, você tem algum que acharia legal a gente deixar registrado?
R - Olha, eu servi o exército e comparo a Ambev com o exércto, quando você consegue amigos aqui, você consegue amigos para toda a vida, eu tenho amigos aqui que considero meus irmãos, sabe? São pessoas que, independente do que venha a acontecer daqui por diante, eu tenho certeza que eles vão fazer parte da minha vida, vão frequentar minha casa, são pessoas que minhas filhas tratam como tios, tias, né, isso para mim é o que mais marca, a amizade que a gente consegue aqui dentro, aqui nós não somos apenas colegas de trabalho, nós somos amigos e irmãos. Tem uma frase que diz o seguinte: “Em todo tempo (ame?) o amigo, mas na angústia nasce um irmão” e aqui a gente aprende muito com isso, entendeu?
P/1 - Você tem 11 anos já de companhia, teve algum evento comemorativo dos seus 10 anos?
R - Esse ano teve um evento lá no Marina Barra Clube, tivemos um evento comemorando meus 10 anos.
P/1 - E como foi?
R - Foi legal, foi algo assim que eu nem esperava, né, não imaginava que fosse acontecer, foi legal, participativo, foi muito bom.
P/1 - E Bebeto, deixa eu te perguntar mais uma coisa, com relação aos produtos da companhia, tem algum que você considera o carro-chefe?
R - Guaraná Antarctica com certeza, eu que sou consumidor de refrigerante, né, não bebo muita bebida alcoólica, mas para mim o Guaraná Antarctica é o carro forte da companhia.
P/1 - E tem alguma campanha publicitária relativa ao Guaraná ou a outro produto que tenha marcado?
R - Esses da Copa do Mundo que foram passados do Maradona, aquele do Maradona do Guaraná Antarctica para mim é inesquecível, né, não só para mim, mas eu acho que para todo o Brasil.
P/1 - E o que você acha dessa iniciativa da Ambev de estar organizando os acervos históricos da Brahma e da Antarctica, de estar gravando depoimento dos funcionários?
R - Bom, é algo que me surpreende, né, não imaginava que isso fosse acontecer, eu vejo sempre, a gente está sempre acompanhando o que acontece na TV (UA?) e, de certa forma, estou surpreso com esse, como é que eu posso falar?
P/1 - Projeto.
R - Com esse projeto, estou surpreso com o projeto, interessante.
P/1 - E Bebeto, tem alguma história engraçada que tenha acontecido? Porque você como vendedor deve passar por várias situações pitorescas, curiosas…
R - Perigosas também.
P/1 - Perigosas.
R - Exatamente.
P/1 - Tem alguma para contar?
R - A mais recente chegou a ser engraçada, mas foi algo perigoso, porque ia ter uma visita de um gerente de fora e nós precisávamos fazer uma limpeza de uma determinada área, né, e fomos passando de ponto de venda a ponto de venda para tirar aquil que não convinha estar no estabelecimento e tal, sendo que teve um estabelecimento que nós ligamos, o cliente autorizou que nós estivéssemos retirando: “Oh, pode chegar lá e retirar”, era uma logomarca do chopp da Brahma que na casa não existia isso, precisávamos tirar, o cliente mandou nós tirar e chegamos lá, retiramos, saímos dali, daqui a pouco fomos almoçar, mal sabíamos nós que a gente estava sendo perseguidos porque tiramos aquilo do local, foi algo na hora ruim bastante, mas depois tudo bem, conversamos com o cliente, mas foi um negócio assim de dar medo, os caras chegaram lá, me tiraram de dentro do restaurante, queriam me levar, me colocaram dentro do carro: “Oh, entra dentro do carro que nós vamos conversar”, falei: “Não, o que é isso? Vamos coversar, eu estava apenas cumprindo meu trabalho, a pessoa permitiu que fosse retirado aquilo”, “Não, mas não foi, o estabelecimento é meu”, porque na verdade eu estava com o telefone do antigo dono, ele não estava nem aí e falou: “Pode ir lá e tirar o que você quiser, chega lá e tira”, e na verdade existia um outro dono que não autorizou aquele tipo de ação e foi um mal entendido inesquecível, mas de uma forma negativa.
P/1 - E o gerente estava junto?
R - Não, estava um supervisor comigo, o (Zara?).
P/1 - Era uma logomarca que não devia estar lá?
R - Era, porque essa casa não tinha, estava havendo de certa forma uma propaganda enganosa, tinha a logomarca do chopp da Brahma, mas na casa não tinha a choppeira do chopp, tinha uma choppeira de outra marca, nós precisávamos tirar aquilo, entendeu? Não tinha nada a ver, era uma propaganda enganosa, foi autorizado, mas pelo dono anterior. Essa foi a última que eu lembro, que eu não quero mais passar dentro da companhia.
P/1 - Bebeto, a gente está chegando no final da entrevista, o que você achou de estar deixando seu depoimento, você quer deixar algum recado, alguma mensagem?
R - A princípio eu fiquei meio arredio, não queria participar, não, mas achei interessante, prefiro não deixar nenhuma mensagem, eu sei que vão vir outras pessoas, cada uma vai deixar a sua mensagem, não quero influenciar.
P/1 - Está O.K. então, obrigada.
R - De nada.
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