O EXTRAORDINÁRIO DE DEUS:
EXPERIÊNCIAS SOBRENATURAIS.
MARIA PONTES
2026
© 2026 Maria Pontes
Todos os direitos reservados.
Revisão: [Seu nome ou deixa em branco]
Capa: Sharlene Serra
Diagramação: [Seu nome ou deixa em branco]
2026
*Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia da autora.*
FICHA CATALOGRÁFICA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Pontes, Maria O extraordinário de Deus
[livro eletrônico] : experiências sobrenaturais / Maria Pontes. -- São
Luís, MA : Ed. da Autora, 2022. PDF
ISBN 978-65-02-02248-1 1. Deus 2. Fé
3. Mulheres
- Biografia 4. Relatos de experiências 5. Superação – Histórias de vida I. Título.
26-348561.0 1. Mulheres : Biografia 920.72 CDD-920.72 Índices para catálogo sistemático: Livia Dias Vaz - Bibliotecária - CRB-8/9638
DEDICATÓRIA
Dedico este livro a Deus: pela inspiração, pelo fôlego de vida e por ser a
presença real que sustenta cada página da minha história!
AGRADECIMENTOS
À minha família, por todas as dificuldades ocorridas durante a elaboração dessa obra, foi um incentivo a mais, para que o livro fosse concluído.
Aos amigos, que sempre me apoiaram e acreditaram em mim, Genilce Silva, AMCLAM na pessoa do coronel Furtado e esposa, Mariton Oliveira, João Silva, Luiz Antônio Reis Saraiva, Márcia Gaspar, Nildenilce Lago e Waltemir, Bruno Bezerra, Cleonir Silva Feitosa e família, Tereza Monteiro, Fábio Santos Pessoa, Nilzenir Ribeiro, José de F. Chaves e Maria Luiza, Carlos César Silva Brito e agradeço a escritora Sharlene Serra pela direção criativa para a elaboração da capa.
BIOGRAFIA DA AUTORA
Maria do Carmo Pontes Guimarães, empreendedora, cristã, natural de São Luís, Maranhão, traz uma mensagem inspiradora em sua obra de estreia, O Extraordinário de Deus: Experiências Sobrenaturais. Com formação em...
Continuar leituraO EXTRAORDINÁRIO DE DEUS:
EXPERIÊNCIAS SOBRENATURAIS.
MARIA PONTES
2026
© 2026 Maria Pontes
Todos os direitos reservados.
Revisão: [Seu nome ou deixa em branco]
Capa: Sharlene Serra
Diagramação: [Seu nome ou deixa em branco]
2026
*Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia da autora.*
FICHA CATALOGRÁFICA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Pontes, Maria O extraordinário de Deus
[livro eletrônico] : experiências sobrenaturais / Maria Pontes. -- São
Luís, MA : Ed. da Autora, 2022. PDF
ISBN 978-65-02-02248-1 1. Deus 2. Fé
3. Mulheres
- Biografia 4. Relatos de experiências 5. Superação – Histórias de vida I. Título.
26-348561.0 1. Mulheres : Biografia 920.72 CDD-920.72 Índices para catálogo sistemático: Livia Dias Vaz - Bibliotecária - CRB-8/9638
DEDICATÓRIA
Dedico este livro a Deus: pela inspiração, pelo fôlego de vida e por ser a
presença real que sustenta cada página da minha história!
AGRADECIMENTOS
À minha família, por todas as dificuldades ocorridas durante a elaboração dessa obra, foi um incentivo a mais, para que o livro fosse concluído.
Aos amigos, que sempre me apoiaram e acreditaram em mim, Genilce Silva, AMCLAM na pessoa do coronel Furtado e esposa, Mariton Oliveira, João Silva, Luiz Antônio Reis Saraiva, Márcia Gaspar, Nildenilce Lago e Waltemir, Bruno Bezerra, Cleonir Silva Feitosa e família, Tereza Monteiro, Fábio Santos Pessoa, Nilzenir Ribeiro, José de F. Chaves e Maria Luiza, Carlos César Silva Brito e agradeço a escritora Sharlene Serra pela direção criativa para a elaboração da capa.
BIOGRAFIA DA AUTORA
Maria do Carmo Pontes Guimarães, empreendedora, cristã, natural de São Luís, Maranhão, traz uma mensagem inspiradora em sua obra de estreia, O Extraordinário de Deus: Experiências Sobrenaturais. Com formação em Secretariado Executivo Bilíngue, Maria Pontes une sua base técnica a uma profunda vocação humanitária, atuando como conselheira espiritual e emocional. Voluntária em processos terapêuticos e projetos sociais por propósito e missão, é a força por trás de iniciativas como Mulher Vencedora e Resgatando Guerreiros e Guerreiras: A Arte de Escutar. Há cinco anos, dedica-se a auxiliar pessoas no processo de libertação de traumas emocionais, através de suas experiências utilizando a escuta ativa como ferramenta de cura. No cenário literário, é certificada pela AMCLAM (Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares), tendo participado da Antologia AMCLAM/2026 com o sensível conto A Sobrevivente. Autora dos poemas literários Os pés que pisaram na Galileia, Saudade e O Mar.
PREFÁCIO
O Extraordinário de Deus: Experiências Sobrenaturais é uma obra literária baseada em fatos reais que relata intervenções divinas vividas em cada etapa da minha trajetória. Sem vínculos com religiões específicas, compartilho aqui como Deus se fez presente em todas as fases da minha vida da pureza da infância aos desafios da vida adulta.
Escrever sobre a minha história tem sido uma jornada terapêutica e profundamente enriquecedora. Meu desejo é dividir com você os momentos mais marcantes, as lições aprendidas e os obstáculos superados sob uma ótica espiritual. Minha intenção é clara: inspirar você a buscar o seu próprio fortalecimento emocional e espiritual. Existem coisas que a lógica não explica, mas que a fé confirma. Eu sempre soube que Deus agia, mas viver o extraordinário mudou completamente a minha forma de enxergar o mundo. Após muito tempo guardando essas memórias, decidi finalmente registrar os relatos reais de intervenções sobrenaturais que marcaram a minha existência.Desejo a você uma leitura transformadora!
MINHAS RAÍZES E INFÂNCIA
"Instrua a criança no caminho em que deve andar...
" (Provérbios 22:6)
Na minha infância, lembro-me dos momentos mais importantes da minha vida, onde estar feliz era minha maior diversão, sempre junto do meu pai, me sentia protegida, feliz e contente na presença de meus pais,principalmente meu pai, que me ensinou muitas coisas e seu exemplo me marcou grandiosamente. Ele me educou com muita rigidez e disciplina, nunca deixou nos faltar absolutamente nada, melhores escolas, melhores materiais, sempre com muita fartura minha infância foi recheada de bonança. Não cheguei a conhecer meus avós paternos, pois eles já haviam falecido. A nacionalidade deles era polonesa; fugiram da Segunda Guerra Mundial e vieram como imigrantes para o Brasil. Relato um dos momentos mais felizes da minha vida, no qual meu pai me ensinou a andar de bicicleta pela primeira vez. Ele colocou duas rodinhas laterais nela, para que eu pudesse aprender a pedalar tranquilamente, sempre me auxiliando para não cair. Até o momento de retirar as rodas laterais, achei difícil me equilibrar sem elas e pensei: “Como o meu pai pode fazer isso?” Mas ele sempre dizia:-Você consegue! Em uma terceira tentativa, finalmente consegui pedalar sozinha. Foi um momento incrível, e eu me senti muito orgulhosa de mim mesma. Meu pai me abraçou e disse: “Eu sabia que você conseguiria!.” Embora com muito medo de cair pela terceira vez, em consecutivos durante o aprendizado, consegui me equilibrar e nós dois comemoramos muito. Mesmo sem ter intimidade com Deus, Chamei para me ajudar a não cair diante daquele desafio. Na escola, lembro-me de uma colega chamada Geovana, atualmente não sei o que foi feito dela. Todos os dias, nos recreios, ela inventava de cuspir dentro da garrafa de refrigerante e me oferecia em seguida para tomar. Eu sempre respondia "não obrigado."
Isso se repetia ao longo dos anos em que estudei naquela escola, que era de freiras, onde tradicionalmente elas davam aulas por serem católicas e iniciavam as aulas, pois, eu nasci em uma família com religião forte, embora outras religiões estivessem muito presentes ali, como em qualquer outra família, porém, com padrões limitantes.
Minha adolescência: Depois que sai de escolas particulares e de freiras, fui para uma escola secundária e precisava me adaptar a um novo método de estudo, bem diferente das anteriores, onde achei muito estranho o comportamento e conversas entre rapazes e moças, pois, como falei, sempre estudei em escolas coordenadas por freiras tradicionalmente católicas.
Lembro-me aos 15 anos, que senti uma imensa vontade de saber quem era Jesus Cristo, pelo fato de muitos falarem muito dele o tempo todo, despertou-me curiosidade a cerca desse homem. Na época, minha avó, todos os dias, depois dos afazeres da escola, me chamava para ler a Bíblia, uma Bíblia ilustrada com cores azuis e branca capa dura, também na cor azul e pensava comigo mesma? Todos dias vovó me chama para ler a Bíblia, sempre as mesmas histórias! Fato é que ela queria ouvir as histórias que eu li para ele, embora, ela já as conhecesse tão bem quanto eu.
Certo dia, em uma tarde de domingo próximo à Igreja do bairro onde eu morava, mais precisamente em uma VP do bairro da Cohab, um carro do nada, surge em alta velocidade. Quando o motorista do carro buzinou, eu me atrapalhei, fui arremessado aproximadamente 8 a 10 metros de altura. (Relato de uma senhora que viu tudo). Nesse instante, a única coisa que me lembro, foi de sentir que alguém me carregou no colo e me colocou sentada no chão com muita delicadeza. Ainda no chão, voltei, como que um choque, a realidade terrena, encostada na porta do carro, também não sei como fui parar ali, pois, realmente não me lembrava de nada, o motorista perguntou: "está tudo bem, moça?", respondi "sim", sem entender nada, como foi e o que foi que houve, por que eu estar ali no chão e encostada na porta desse carro, ainda atordoada. O motorista disse: "então, desencosta do carro, por favor!", foi o que fiz. Ele foi embora "cantando pneus" e aposto que ele ficou com medo e fugiu!
Então, me levantei e me deparei com uma senhora que morava em frente ao local do acontecido. Presenciou tudo. Lembro-me que ela estava pálida, mas ela saiu de perto do portão e veio até meu encontro. Perguntei a ela como e o que aconteceu comigo.
Olhando assustada, vi visível nos olhos e no rosto ainda em palidez, relatou com mãos tremulas, evitando me tocar para não me machucar, sem acreditar, também. Eu, naquele momento, ainda duvidei e pensei, será que aconteceu algo com ela?! Mas, eu quem fui atropelada. Ela me tocou em todo o meu corpo, desde a minha cabeça, e perguntou:
-Você está bem, minha filha? Você não lembra? Você foi atropelada, o carro arremessou você muito alto, por cima das árvores, você se atrapalhou e o carro te atropelou, jogando você lá para o alto. Você procurou algo para se segurar e parecia uma boneca de pano no ar!" Apenas respondi: "Senhora, eu não sei como foi, apenas senti que alguém me carregou no colo e me colocou sentada no chão!" Ela em seguida com gritos, afirmou: "Foi Jesus que te carregou no colo! Foi Ele! Foi um milagre!" Em seguida me abraçou.
JUVENTUDE E O DESPERTAR DA FÉ .
"Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus
caminhos." (Salmos 91:11)
Aos dezoito anos de idade, por muito falarem sobre Brasília, e meu irmão por parte do 1º casamento de papai, que morava lá há muitos anos, surgiu, através da permissão de minha mãe, a oportunidade de visitar àquela cidade. Chegando lá, fui bem recebida com carinho e atenção. Depois, como é costume, ele me guiou, como um turista visita uma cidade pela primeira vez. Meu irmão me levou aos principais pontos turísticos e ali aconteceu algo sobrenatural. Mais uma vez, foi uma confirmação. Fiquei encantada com a cidade, cheguei a pensar que morava em São Luis, mas acho que ali era a minha cidade de origem. Chegando a um dos tantos pontos turísticos, chamado A Catedral de Brasília, havia muita gente ali eu observei curiosa, ainda com encantamento por estar visitando pela primeira vez uma cidade do Brasil. Quando descemos do ônibus, algo inusitado aconteceu ali; não entendi o que significava tal acontecimento. Foi algo realmente sobrenatural. Se alguém já viveu algo assim, bom compartilhar, pois é muito extraordinário. Não entendia o porquê estava ouvindo e vendo tudo àquilo, que ao menos achava que eu era uma adolescente comum, mas entendi que era bem diferente do que já havia vivido antes, bom, pelo menos eu acreditava que eu era, até ser a própria pessoa, a ouvir e ver. De repente, todas aquelas pessoas que ali estavam, sumiram das minhas vistas, os carros que ora transitavam na avenida próximo dali, apenas eu ouvia o som do vento que balançava as palmeiras.
Olhei para o céu e estava muito lindo! Nuvens brancas em um céu iluminado com o sol radiante. Ouvi uma voz firme e amorosa: "Tu, vais trabalhar aqui e morar!" Em seguida, olhando para o céu, admirada, afirmei o que ouvi! "Foi então que, como em um "passe de mágica", todos retornaram novamente, os carros, as pessoas.”
Meu meio-irmão estava há horas, segundo ele (disse que eu estava parada olhando para cima sem piscar) me chamando com a voz em tom de aborrecimento me perguntou: "Minha irmã, em que mundo você estava? Há horas, estivemos te chamando!" Respondi: "- Vocês sumiram e essas pessoas, os carros, tudo ficou deserto, também, em tom de bom-humor, retruquei: eu quem pergunto, onde vocês estavam?" (risos). A afirmação profética aconteceu quarenta anos depois.
Fui trabalhar em Brasília e morei lá, aproximadamente quase sete anos, ou seja,
se cumpriu através de uma oportunidade de participar de um congresso para secretárias e secretários nacionais. Minha querida professora e mestre Nilzenir me ajudou a realizar esse sonho!
O VALE DA SOMBRA E A LUZ DA CURA
"Eu sou o Senhor que te sara." (Êxodo 15:26)
No dia do meu casamento, não senti a alegria que se espera de uma união. Sentiame presa, amarrada; percebia uma maldade nele que me sufocava. Em oração, Deus confirmava ao meu coração: “Filha, saia daí. Este homem não é para você”. Mas onde buscar forças para romper aquela situação?
Em meio a esse conflito interno, a vida me impôs um desafio ainda maior. Ao realizar exames de rotina, recebi o diagnóstico de um câncer maligno. O desespero tomou conta de mim. Saí da clínica desolada, questionando o silêncio de Deus. Busquei uma segunda e uma terceira opinião; todos os médicos confirmaram a sentença. Ao levar a notícia para casa, recebi do homem que deveria ser meu apoio apenas desprezo: "Não tenho nada a ver com isso, se vire!".
Mergulhei em uma depressão profunda. No isolamento do meu quarto, cheguei a enfrentar trevas espirituais que me tentavam a desistir da vida. Mas, no limite da minha resistência, Deus enviou minha mãe para abrir as cortinas e deixar a luz entrar. Por sete dias consecutivos, coloquei minhas mãos sobre a doença e clamei a Jesus. Sem quimioterapia ou radioterapia, apenas com fé, retornei ao médico. Ao ler o novo exame, ele ficou atônito:- Filha, você está limpa! Não há nada de ruim em você. Deus te curou!
A LUTA PELA LIBERDADE
Mesmo curada, a prisão do casamento continuava. Tentei o divórcio através do diálogo, mas recebi humilhações e chantagens emocionais. Voltei a estudar, realizei o sonho de entrar na faculdade, mas em casa vivia um pesadelo.
A violência escalou quando ele descobriu que eu havia feito um seguro de vida. Ele tentou me empurrar da escada, mas algo sobrenatural se colocou entre nós, impedindo a queda. Na faculdade, eu mantinha as aparências, elogiando-o para colegas e professores como Nilzenir e Marcos Fábio, mas por dentro eu morria aos poucos. Até que chegou o dia profético. Na sala de aula, senti uma angústia de morte. Eu dizia às minhas colegas: “Hoje eu vou morrer”. Elas não acreditavam, mas eu já havia visualizado o que aconteceria. Ao chegar em casa, a visão se materializou. Em meio a uma briga, ele tentou me asfixiar contra a parede. Sem forças físicas, clamei em pensamento: "Senhor, me salva!"
Naquele instante, vi uma luz forte, como uma esfera de prata, descer atrás de mim. Senti uma força sobre-humana. Minhas mãos pesaram e consegui alcançar um cabo de vassoura. Com uma força que jamais teria sozinha, consegui me defender e interromper a agressão.
Acabou! — eu disse (com a coragem que Deus me deu.) continuei, — Você destruiu tudo. Passei a noite em vigília, sentindo a presença de um anjo ao meu lado. No dia seguinte, fiz o boletim de ocorrência e iniciei o divórcio definitivo. Mesmo após meses de perseguição no portão da minha mãe, mantive minha decisão. Eu o perdoei, mas escolhi a vida.
UM CONTO LITERÁRIO:
A SOBREVIVENTE
Luz sempre foi uma mulher alegre. Vivia em Calmaria, um pequeno lugarejo onde os dias costumavam passar devagar e em paz. Ali, ela acreditava ter encontrado seu lugar no mundo — até o dia em que, sem entender como fora localizada, reencontrou Máximo. Ele era o oposto de Luz. Onde ela carregava leveza, ele trazia sombras. Ainda assim, naquela reaparição, Máximo se apresentava como alguém que havia mudado de comportamento, que tinha boas intenções, dizia-se homem respeitador, de “família”. A princípio, Luz, que já tivera desapontamentos com ele antes, mostrou-se incrédula quanto ao novo discurso de Máximo. Mas tanto ele falou em reconciliação, em recomeço que ela acabou dando-lhe uma segunda chance. Ela ainda sonhava com os momentos de bonança que viveram juntos, e era essa rotina que ela queria retomar. Tudo isso a impeliu a perdoar decisão que foi tomada ouvindo a voz interior da paixão, que, mesmo com o discurso duro e antagonista da razão, foi mais convincente para Luz. Lembrando-a dos momentos difíceis que ele impingira a ela, a razão a alertava: “cesteiro que faz um cesto faz um cento”. Era, por certo, um presságio, mas ela, adepta dos ensinamentos cristãos — ofereça a segunda face —, não esperava que receberia outra bofetada. A convivência entre os dois foi ressuscitada, mas não durou nem um mês. Numa manhã de domingo, inexplicavelmente, Máximo aproximou-se dela com o olhar endurecido e anunciou, num tom ameaçador, que terminaria o que havia começado na primeira vez. Naquele instante, ela compreendeu tarde demais que aquele discurso de reconciliação não era nada além de uma artimanha para reaver sua confiança. Ela percebeu havia ali um risco real de fatalidade, uma vez que, estando os dois sozinhos em casa, ela não teria a quem apelar. A violência se impôs de forma abrupta. Luz percebeu que travaria uma luta pela própria vida. Máximo avançou primeiro. Instintivamente — ou por algo que ela jamais saberia explicar —, conseguiu deter o golpe com a palma da mão esquerda. O impacto que seria fatal não a derrubou, mas o corpo não resistiu ileso: um golpe nas costelas roubou-lhe o ar e a fez vacilar. Mesmo fragilizada, Luz não caiu. Máximo tentou dominá-la, como se estivesse em um ringue, certo de sua força.
Luz, sozinha, sem ajuda, reuniu o que ainda lhe restava: coragem.
Ela sentiu uma energia inesperada percorrer-lhe os braços. Com as próprias mãos e um cabo de vassoura, resistiu, empurrou, afastou aquele homem que a enganara falando em reconciliação com um sorriso falso nos lábios. A muito custo, conseguiu expulsá-lo de sua casa. Por um instante, acreditou que tudo havia terminado. Mas, ao fechar a porta, esqueceu de trancá-la e foi vítima de uma última investida. Ele deu um chute na porta, que cedeu à brutalidade e, indo em direção à ex-companheira, aplicou-lhe um chute lateral. Aquele novo golpe atingiu o mesmo ponto já dolorido. O ar lhe faltou, as forças quase se esgotaram, mesmo caída, ele a agrediu até que ela perdesse a consciência. Ainda assim, Luz sobreviveu. Sobreviveu para contar. Depois daquele dia, deixou Calmaria. O lugar que antes representava paz já não lhe oferecia abrigo.
Recomeçou longe dali, carregando marcas invisíveis, mas também uma certeza: estava viva. Hoje, Luz é sobrevivente da violência doméstica. Mais do que um número em estatísticas dolorosas, tornou-se voz, amparo e exemplo. Baseada na própria experiência, ajuda outras mulheres a atravessarem seus desertos e a resgatarem, dentro de si, a dignidade e a força que um dia quase lhes foram arrancadas.
O TEMPO DA HONRA.
"Até aqui nos ajudou o Senhor." (1 Samuel 7:12)
Tudo o que vivi, desde a infância até o livramento da morte, foi fundamental para a minha evolução. Cada queda não me destruiu; pelo contrário, fortaleceu a minha resiliência. Hoje, resido em um lugar onde finalmente sinto paz e, há sete anos, dedico minha vida a auxiliar outras pessoas — especialmente mulheres que buscam resgate espiritual e apoio emocional.
Este livro, sonhado desde 2022, é a prova de que o tempo de Deus chegou; é o tempo da honra e da glória. Se eu consegui resistir e vencer, você também conseguirá. Não desista dos seus sonhos, pois a mesma mão que me carregou no colo após um atropelamento e me curou do câncer é a mão que, hoje, está estendida para você e continua erguendo.
“…Ele levanta o pobre do pó e do monturo ergue o necessitado, para os fazer
assentar com os príncipes..."
1Samuel 2:8*
Deus me levantou. Me tirou do pó, me deu nome, me deu voz. Mas Ele não para em mim. Enquanto você lê estas linhas, milhares de Mulheres Esquecidas, ainda estão no monturo invisíveis, sem voz, sem nome. Deus me curou pra que eu pudesse enxergar. Deus me ergueu pra que eu pudesse estender a mão. Em breve: Mulheres Esquecidas: a realidade por trás do tráfico humano - O livro que denuncia e te convoca pra agir.
Me acompanhe no Instagram @mulhervencedora25 pra saber do lançamento.
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