APRENDENDO A APRENDER
Vou contar que sou aprendiz
De escritor e poeta
Vou dando tom e matiz
A verso, crônica e historieta
Por vezes a inspiração
Chega em asas de condor
Para-choque de caminhão
Ou bico de beija-flor
Vou narrando o cotidiano
da vizinha, do cunhado
Palmeirense ou corintiano
Histórias tenho um punhado
Um amigo foi pro além
O carteiro virou mestre
Uma viagem de trem
Lenda urbana e campestre
E o Papini, meu mano
Protético cantador
Ponta-esquerda driblador
Joga agora em outro plano
Já cantei a bem-amada
Já cantei um samba-enredo
Já me perdi na estrada
E nada me mete medo
Enfartei só de pirraça
já fumei e bebi cachaça
Dormi no mato, na praça
Fiz com o Penta arruaça
Trabalho desde criança
nunca ganhei um milhão
Não me traz desesperança
Sou rico, tenho um filhão!
Para encerrar eu lhes peço
Por favor orem por mim
Uma novena, um terço
Por este Índio Guarani!!
Pedro Troche Gonzalez.