Era 1986, eu estava trabalhando na cidade de Natal, no Bradesco. Eu namorava um rapaz que trabalhava na mesma agência. Naquela época, a Petrobrás se instalava no estado do RGN e vieram muitos profissionais do sudeste para trabalhar lá. Enfim, fiz várias amizades com clientes. Dentre estes, um casal do Rio de Janeiro. Mas só nos conhecíamos ali, naquele ambiente de trabalho. Uma bela sexta-feira eu me namorado largamos do trabalho. Contamos as moedas, e vimos que só daria pra tomar uma única cerveja antes de irmos pra casa. Quando estávamos num barzinho da orla da Praia dos Artistas, o casal de clientes passou no carro, nos viram, pararam, e vieram até nossa mesa, e nos convidaram para irmos com eles para um clube de campo, porque era aniversário de casamento deles e eles não conheciam ninguém na cidade... insistiram, e nós, aceitamos. Já durante a viagem é que eles disseram que passaríamos o fim de semana com eles. Alegamos que não tínhamos roupas para trocar e tal... Mas eles disseram que dariam um jeito. Enfim, dormimos na casa deles naquela noite, para sairmos na manhã seguinte com eles e as duas crianças. Nós, eu e Luciano, éramos bem magros. O esposo era magro, emprestou roupas para o Luciano, a esposa era gorda, então eu vesti as roupas da filha do casal que também era gordinha. Fomos dormir naquela noite bem tarde, bêbados, os quatro. De manhã fomos para o clube onde eles tinham alugado um chalé, a esposa fez comidas, e foi tudo muito divertido. Lá pelas tantas, a carioca me propôs que ela me ensinaria a sambar e eu a ensinaria a frevar (sou pernambucana de coração e potiguar de nascimento). Ela botou sambas pra tocar, e me ensinou os vários estilos de samba, e eu tentei ensinar o pouco de frevo que eu sabia. Bem, eu aprendi a sambar com uma carioca, anos, muitos anos depois eu poria em prática as aulas em pleno Rio de Janeiro recebendo muitos elogios. A carioca não conseguiu aprender a pular frevo, não teve uma...
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Era 1986, eu estava trabalhando na cidade de Natal, no Bradesco. Eu namorava um rapaz que trabalhava na mesma agência. Naquela época, a Petrobrás se instalava no estado do RGN e vieram muitos profissionais do sudeste para trabalhar lá. Enfim, fiz várias amizades com clientes. Dentre estes, um casal do Rio de Janeiro. Mas só nos conhecíamos ali, naquele ambiente de trabalho. Uma bela sexta-feira eu me namorado largamos do trabalho. Contamos as moedas, e vimos que só daria pra tomar uma única cerveja antes de irmos pra casa. Quando estávamos num barzinho da orla da Praia dos Artistas, o casal de clientes passou no carro, nos viram, pararam, e vieram até nossa mesa, e nos convidaram para irmos com eles para um clube de campo, porque era aniversário de casamento deles e eles não conheciam ninguém na cidade... insistiram, e nós, aceitamos. Já durante a viagem é que eles disseram que passaríamos o fim de semana com eles. Alegamos que não tínhamos roupas para trocar e tal... Mas eles disseram que dariam um jeito. Enfim, dormimos na casa deles naquela noite, para sairmos na manhã seguinte com eles e as duas crianças. Nós, eu e Luciano, éramos bem magros. O esposo era magro, emprestou roupas para o Luciano, a esposa era gorda, então eu vesti as roupas da filha do casal que também era gordinha. Fomos dormir naquela noite bem tarde, bêbados, os quatro. De manhã fomos para o clube onde eles tinham alugado um chalé, a esposa fez comidas, e foi tudo muito divertido. Lá pelas tantas, a carioca me propôs que ela me ensinaria a sambar e eu a ensinaria a frevar (sou pernambucana de coração e potiguar de nascimento). Ela botou sambas pra tocar, e me ensinou os vários estilos de samba, e eu tentei ensinar o pouco de frevo que eu sabia. Bem, eu aprendi a sambar com uma carioca, anos, muitos anos depois eu poria em prática as aulas em pleno Rio de Janeiro recebendo muitos elogios. A carioca não conseguiu aprender a pular frevo, não teve uma expert para lhe ensinar e tampouco teve tempo suficiente pra isso. Passamos todo o fim de semana com esta família maravilhosa e incrível. Infelizmente perdemos contato porque eu voltei a morar em Recife, e não recordo os nomes do casal e nem das crianças, lembro apenas que ela era da comunidade da Mangueira. Gostaria de agradecer por um fim de semana que tinha tudo pra ser de tédio e sem dinheiro pra curtir o fim de semana, e acabamos nos divertindo muito, sem gastar um centavo, até porque não tínhamos. E esta foi só uma das aventuras que vivi em toda a minha vida.
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