Minha história
Sempre fui uma menina sonhadora.
Desde pequena, aprendi algo que carrego até hoje: ninguém caminha sozinho. Fui muito ajudada quando criança por pessoas que talvez nem imaginassem o quanto aquele cuidado faria diferença. Foi ali que nasceu em mim o desejo de retribuir. De estar presente. De participar de ações voluntárias. De cuidar.
Aos 15 anos, enfrentei a endometriose. Ainda muito jovem, precisei amadurecer cedo demais. Ao longo da vida, vivi duas perdas gestacionais que marcaram profundamente meu corpo e meu coração. Ouvi da medicina que a maternidade seria impossível. Mesmo assim, contra todas as previsões, tive dois filhos. Eles são a prova viva de que a vida nem sempre segue os diagnósticos.
Aos 20 anos, precisei retirar tudo. Aos 27, iniciei a reposição hormonal. Hoje convivo com a menopausa precoce — um processo silencioso, desafiador e pouco falado. Aprendi, na prática, que ser mulher também é atravessar dores que nem sempre são visíveis.
Sou uma mulher autêntica, em constante reconstrução. Sou formada em Técnica em Segurança do Trabalho e atualmente trabalho na Rádio Ibirubá FM, em Ibirubá, no Rio Grande do Sul. O rádio me ensinou a escutar histórias, dar voz às pessoas e compreender que cada vida carrega um universo inteiro.
Minha trajetória também passou por um casamento conturbado, marcado pela dependência química do outro. Foi um período de aprendizado duro, mas necessário. Hoje, reconstruí minha vida ao lado de um novo companheiro, com mais consciência, respeito e amor.
Há 16 anos, encontrei na Umbanda um reencontro comigo mesma. A espiritualidade foi — e continua sendo — uma das minhas maiores fortalezas. Foi ali que aprendi sobre acolhimento, ancestralidade, fé e responsabilidade espiritual. Foi ali que entendi que cuidar do outro também é um ato sagrado.
Hoje, com meus filhos crescidos, me reencontro com minhas conexões espirituais, com o voluntariado e com o...
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Minha história
Sempre fui uma menina sonhadora.
Desde pequena, aprendi algo que carrego até hoje: ninguém caminha sozinho. Fui muito ajudada quando criança por pessoas que talvez nem imaginassem o quanto aquele cuidado faria diferença. Foi ali que nasceu em mim o desejo de retribuir. De estar presente. De participar de ações voluntárias. De cuidar.
Aos 15 anos, enfrentei a endometriose. Ainda muito jovem, precisei amadurecer cedo demais. Ao longo da vida, vivi duas perdas gestacionais que marcaram profundamente meu corpo e meu coração. Ouvi da medicina que a maternidade seria impossível. Mesmo assim, contra todas as previsões, tive dois filhos. Eles são a prova viva de que a vida nem sempre segue os diagnósticos.
Aos 20 anos, precisei retirar tudo. Aos 27, iniciei a reposição hormonal. Hoje convivo com a menopausa precoce — um processo silencioso, desafiador e pouco falado. Aprendi, na prática, que ser mulher também é atravessar dores que nem sempre são visíveis.
Sou uma mulher autêntica, em constante reconstrução. Sou formada em Técnica em Segurança do Trabalho e atualmente trabalho na Rádio Ibirubá FM, em Ibirubá, no Rio Grande do Sul. O rádio me ensinou a escutar histórias, dar voz às pessoas e compreender que cada vida carrega um universo inteiro.
Minha trajetória também passou por um casamento conturbado, marcado pela dependência química do outro. Foi um período de aprendizado duro, mas necessário. Hoje, reconstruí minha vida ao lado de um novo companheiro, com mais consciência, respeito e amor.
Há 16 anos, encontrei na Umbanda um reencontro comigo mesma. A espiritualidade foi — e continua sendo — uma das minhas maiores fortalezas. Foi ali que aprendi sobre acolhimento, ancestralidade, fé e responsabilidade espiritual. Foi ali que entendi que cuidar do outro também é um ato sagrado.
Hoje, com meus filhos crescidos, me reencontro com minhas conexões espirituais, com o voluntariado e com o propósito que me acompanha desde a infância: cuidar, amar e valorizar pessoas.
Minha história não é sobre perfeição.
É sobre resistência.
É sobre amor.
É sobre seguir, mesmo quando o caminho muda.
E, acima de tudo, é sobre nunca esquecer de onde vim — e de quem segurou minha mão quando eu precisei.
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