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Personagem: Sylvio Luiz Verssuti
Por: Sylvio Luiz Verssuti, 5 de novembro de 2025

NOS TEMPOS DA DITADURA

Esta história contém:

NOS TEMPOS DA DITADURA

NOS TEMPOS DA DITADURA

​Dia 02 de janeiro de 1972.

Ao amanhecer daquele dia, deixei a cidade de Jales, interior do Estado de São Paulo, região de São José Rio Preto e rumei com destino a Capital Paulista, de carona com um amigo em um fusquinha, enfrentando mais ou menos dez horas de viagem, com intenção de continuar meus estudos. Havia terminado o segundo ano do Curso Colegial e também havia sido expulso da escola em que eu estudava, o Instituto de Educação Estadual Dr. Euplhy Jales. Minha expulsão do Colégio Estadual se deu por rebeldia, pois naquela época, os jovens e estudantes, além de rebeldes, eram muito mais politizados que os jovens de hoje, se interessavam por política e tinham muita ideologia. A gente era totalmente contra a ditadura militar. Os jovens da época curtiam as músicas de protesto do Chico Buarque, Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Gilberto Gil, etc. Curtiam também as peças teatrais com referências à liberdade, além de participarem dos protestos contra a ditadura militar que assolava o Brasil daquela época.

Eu, por exemplo, participei de vários grupos de jograis que eram formados na Escola. Participei, também, de alguns grupos teatrais, também formados na Escola. Um deles foi Morte e Vida Severina, de autoria de João Cabral de Melo Neto e música de Chico Buarque de Hollanda, espetáculo este, produzido e dirigido pelo Professor de Português do Euplhy Jales, Manoel José Cardoso.

Lembro-me também de uma peça teatral escrita pelo Professor Manoel José Cardoso, que se chamava “O Decisivo Momento.” Esta peça, que apresentamos no final do ano de 1968, era bastante subversiva para a época. Se fosse encaminhada à censura militar prévia daqueles tempos, com certeza seria censurada e seu autor seria punido severamente pela Ditadura Militar. Veja o trecho de uma das músicas que eram cantadas durante a apresentação: “Disparam fortes fuzis, espocam zunindo balas, sorrisos que se acabam vidas que...

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