A aventura começou em 2017. Eu, Rebeca, Gaby e Marta decidimos fazer uma caminhada. Era tarde, entre três e quatro da tarde. Eai decidimos fazer uma caminhada.
Em algum momento, cruzamos um arame. Passamos para uma área de roça, que logo virou mata fechada de novo. A ideia da Rebeca de caminhar era horrivel, e ficou pior porque logo estávamos perdidas.
Começamos a andar em círculo. Andamos por mais de uma hora. A tarde estava caindo rápido, e na mata a luz desaparece logo. Era para ser divertido, mas a gente estava rodando, e o desespero de criança começou. Tínhamos medo do lugar, por conta que lá era onde as pessoas faziam rituais e feitiçaria, era onde as pessoas da macumba usavam.
O ápice do medo foi quando vimos um homem. Ele vestia um terno escuro, quase preto, e carregava uma maleta. Estava andando no meio da mata, parecendo nos rodear. Nós quatro vimos, e por um momento, ficamos paralisadas. Ele simplesmente sumiu, desapareceu entre as árvores.
O pânico nos atingiu de vez. Já eram quase seis horas, o céu estava escurecendo. Ninguém tinha celular, e mesmo que a gente andasse muito e passasse por baixo do arame, é mesmo a caminhada sendo reta, e sem curvas, toda vez que a gente saia da mata, automaticamente voltava pelo mesmo lugar.
Eu e minhas amigas somos crentes. Não tínhamos mais para onde correr ou o que fazer. Paramos e decidimos orar, já que por crescer na igreja, a gente aprendeu que a oração era naquele momento, a única coisa que podíamos fazer.
Assim que a oração acabou, nos acalmamos e conseguimos olhar de novo. E foi ali que vimos o caminho. Não sei como não tínhamos visto antes. Seguimos a trilha que apareceu, e em pouco tempo, a mata se abriu. Chegamos na estrada e, enfim, em casa por volta das seis.
Aquele dia foi de puro medo, mas nos mostrou que a fé é a única luz quando tudo está escuro. Talvez quem leia não acredite, mas eu sei que não foi mentira, porque não é só eu que lembro...
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A aventura começou em 2017. Eu, Rebeca, Gaby e Marta decidimos fazer uma caminhada. Era tarde, entre três e quatro da tarde. Eai decidimos fazer uma caminhada.
Em algum momento, cruzamos um arame. Passamos para uma área de roça, que logo virou mata fechada de novo. A ideia da Rebeca de caminhar era horrivel, e ficou pior porque logo estávamos perdidas.
Começamos a andar em círculo. Andamos por mais de uma hora. A tarde estava caindo rápido, e na mata a luz desaparece logo. Era para ser divertido, mas a gente estava rodando, e o desespero de criança começou. Tínhamos medo do lugar, por conta que lá era onde as pessoas faziam rituais e feitiçaria, era onde as pessoas da macumba usavam.
O ápice do medo foi quando vimos um homem. Ele vestia um terno escuro, quase preto, e carregava uma maleta. Estava andando no meio da mata, parecendo nos rodear. Nós quatro vimos, e por um momento, ficamos paralisadas. Ele simplesmente sumiu, desapareceu entre as árvores.
O pânico nos atingiu de vez. Já eram quase seis horas, o céu estava escurecendo. Ninguém tinha celular, e mesmo que a gente andasse muito e passasse por baixo do arame, é mesmo a caminhada sendo reta, e sem curvas, toda vez que a gente saia da mata, automaticamente voltava pelo mesmo lugar.
Eu e minhas amigas somos crentes. Não tínhamos mais para onde correr ou o que fazer. Paramos e decidimos orar, já que por crescer na igreja, a gente aprendeu que a oração era naquele momento, a única coisa que podíamos fazer.
Assim que a oração acabou, nos acalmamos e conseguimos olhar de novo. E foi ali que vimos o caminho. Não sei como não tínhamos visto antes. Seguimos a trilha que apareceu, e em pouco tempo, a mata se abriu. Chegamos na estrada e, enfim, em casa por volta das seis.
Aquele dia foi de puro medo, mas nos mostrou que a fé é a única luz quando tudo está escuro. Talvez quem leia não acredite, mas eu sei que não foi mentira, porque não é só eu que lembro disso, mas minhas amigas também lembra como se fosse ontem, detalhe por detalhe.
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