Quando minha mãe estava grávida de mim, ela ainda nem sabia, achou que era apenas uma dor de barriga forte, pois, estava no Japão nessa época, e lá, os médicos não são tão bons assim. Ela decidiu voltar para o Brasil, e foi aqui que ela descobriu que eu estava dentro dela.
Fui a primeira tudo na família, primeira neta, primeira sobrinha, primeira prima, primeira filha, primeira irmã.
Aprendi a falar muito cedo, ainda nem andava, ficava só no colo das pessoas, e desde então, sempre fui muito tagarela. A única coisa que reclamavam de mim na reunião de pais, era que eu falava demais.
Nunca fui uma criança birrenta e nem mal-educada, mas fui uma criança um pouco mimada. Graças ao meu irmão, melhorei muito, como pessoa.
Sempre gostei muito do lado da arte, até em outro sentido, como achar que eu tinha barba e passar a lâmina de barbear no meu queixo, dizer para minha professora de piano que ela tinha bafo, rabiscar a parede toda, passar batom na parede, judiar do meu irmão, entre outros.
Até hoje, as únicas coisas que se mantiveram comigo foi o lado do desenho, que ando aprimorando e gostar de doces. E também, falar demais, adoro contar sobre tudo para minha avó, meus pais, que as vezes se perdem no que eu estou contando de tanto assunto que falo para eles.
