POEMA: ANDARILHA
Amélia Luz
Luz, (sobrenome).
Vida: outono de 1945, Ano da Paz!
Na casa da colina, no verde do Sítio do Encantado.
Pia: 06 de maio de 1945, queda de Berlim, enfim!
Pai – Músico, recriando as notas musicais.
Mãe – Bordadeira, fiando flores em crivos e matizes.
Missão: Ensinar a Língua-Mãe para crianças.
Palavreira.
Guardo um rosto guarani, luso e afro com traços imigrantes.
Um tamanco português, origem.
Uma gota de sangue suíço, coragem.
Um vestido branco, engomado,
Que servirá de mortalha na hora final.
Uma turmalina de Minas.
A boina de Che Guevara, enganos.
Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello.
Um alçapão de versos.
Uma pomba empanada, a da Paz.
Uma voz em soprano cantando o hino da Liberdade.
Lembro o ataque a Pearl Harbor, (Tora, Tora, Tora!) início do mar de sangue.
A ultima lágrima dos Campos de Concentração, holocausto.
Nagasaki e Hiroxima, feridas incuráveis.
Abertura dos portões de Brandemburg, vitória.
O último bombardeio da Guerra do Vietnã: violência.
Jules Rimet: tantas vezes no país futeboleiro.
Yuri Gagarin vê o planeta azul.
Apolo XI pousa na lua: fascínio americano.
O sonho Bossa-Nova: Brasília e JK.
A Revolução de 64 com todos os massacrados.
O país no túnel do medo, anos de chumbo: “Este é um país que vai pra frente!”
João de Deus em missão de paz pelo mundo.
O presente de grego de Bin Laden aos ianques, explodindo torres-gêmeas: espanto.
Recordo o primeiro prêmio literário com o poema MULHER, Medalha de Ouro.
A penicilina injetada para me livrar da morte.
O meu primeiro livro, A Cartilha do Povo: arco-íris.
O rock and rool mudando a juventude.
Os hippies transformando mundos, Woodstock.
“Pra dizer que não falei das flores”, Geraldo Vandré.
Desejo o amor no coração dos homens.
Igualdade entre os povos, sobretudo os latinos.
Cidadania: Educação, Educação e Educação.
Ser nascente no poente: 74 anos.
Bandoleirar...
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POEMA: ANDARILHA
Amélia Luz
Luz, (sobrenome).
Vida: outono de 1945, Ano da Paz!
Na casa da colina, no verde do Sítio do Encantado.
Pia: 06 de maio de 1945, queda de Berlim, enfim!
Pai – Músico, recriando as notas musicais.
Mãe – Bordadeira, fiando flores em crivos e matizes.
Missão: Ensinar a Língua-Mãe para crianças.
Palavreira.
Guardo um rosto guarani, luso e afro com traços imigrantes.
Um tamanco português, origem.
Uma gota de sangue suíço, coragem.
Um vestido branco, engomado,
Que servirá de mortalha na hora final.
Uma turmalina de Minas.
A boina de Che Guevara, enganos.
Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello.
Um alçapão de versos.
Uma pomba empanada, a da Paz.
Uma voz em soprano cantando o hino da Liberdade.
Lembro o ataque a Pearl Harbor, (Tora, Tora, Tora!) início do mar de sangue.
A ultima lágrima dos Campos de Concentração, holocausto.
Nagasaki e Hiroxima, feridas incuráveis.
Abertura dos portões de Brandemburg, vitória.
O último bombardeio da Guerra do Vietnã: violência.
Jules Rimet: tantas vezes no país futeboleiro.
Yuri Gagarin vê o planeta azul.
Apolo XI pousa na lua: fascínio americano.
O sonho Bossa-Nova: Brasília e JK.
A Revolução de 64 com todos os massacrados.
O país no túnel do medo, anos de chumbo: “Este é um país que vai pra frente!”
João de Deus em missão de paz pelo mundo.
O presente de grego de Bin Laden aos ianques, explodindo torres-gêmeas: espanto.
Recordo o primeiro prêmio literário com o poema MULHER, Medalha de Ouro.
A penicilina injetada para me livrar da morte.
O meu primeiro livro, A Cartilha do Povo: arco-íris.
O rock and rool mudando a juventude.
Os hippies transformando mundos, Woodstock.
“Pra dizer que não falei das flores”, Geraldo Vandré.
Desejo o amor no coração dos homens.
Igualdade entre os povos, sobretudo os latinos.
Cidadania: Educação, Educação e Educação.
Ser nascente no poente: 74 anos.
Bandoleirar com os anjos no espaço sideral.
Revolver vulcões extintos e deles, beber as lavras.
Ser parceiro do Manuel, em Pasárgada, aprender dele.
Passear com o Rosa nos Sertões Veredas ao lado de Riobaldo e Diadorim.
Sou: Seresteira em lua cheia.
Voadora como borboletas.
Livre como os colibris.
Semeadora de girassóis.
Contempladora de amanheceres e de arrebóis.
Viajante no tempo na força dos ventos.
Olheira desocupada, admirando luas e ruas, cheias e nuas.
Produtora da esperança.
Mineradora de sonhos de ouro.
Tropeira, nos meandros da vida, entre medos e segredos.
Cortadora de grama dos jardins, debaixo de chuva fina.
Abelha ambulante cheirando as flores.
Camelô da fantasia na Praça da Alegria.
Partilhadora de fornalhas: Pão, Pão, Pão!
Garimpeira da palavra, no baú de Camões.
Amanhã: Tomar a flauta mágica e sair,
Sair por aí, saltimbanco
Palmilhando estradas,
Fazendo a criança sorrir
Na força do verso, confesso...
E depois? Morrer sim, mas, eternizando a essência,
Embriagada pela água sagrada
Na palavra que ficou: VIDA!
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