No dia 07.10.2023, o ataque terrorista do Hamas no Sul de Israel deixou uma marca de trauma e desamparo em toda uma geração, para além do impacto que a morte de milhares de pessoas, simplesmente pelo fato de serem judias, teve na comunidade judaica mundial. Naquele dia, cerca de 1.200 pessoas foram assassinadas em ato claro de genocídio - entre ele, os brasileiros Michel Nisenbaum, Ranani Glezer, Bruna Valeanu, Carla Stelzer e Celeste Fishbein - e mais de 250, entre judeus e não judeus, foram tomadas de suas próprias vivências, levadas para o cativeiro em Gaza.
Junto a toda essa dor, o 7 de outubro também trouxe uma lição de união e amor para a comunidade judaica. Muitos escolheram não se deixar definir pelo trauma e pelo ódio, e prometeram amar ao próximo muito mais do que nos odeiam. A Selly foi uma dessas pessoas.
Quase cinco anos depois de ter decidido se mudar para Israel, a Selly estava no Brasil para as comemorações dos feriados de Sucot e Simchat Tora, com planos de ficar por mais de um mês. Ao saber do ataque do Hamas e da situação de guerra no país, ela não pensou duas vezes antes de fazer uma escolha: adiantar o seu voo e voltar para casa o mais cedo possível.
O medo de ir para um país em guerra não teve forças diante da determinação de apoiar uma nação enlutada, oferecendo amor, força e carinho a todos que necessitavam.
Essa é uma história de luz e de amor em meio à dor e o desamparo. De esperança e de força. Para que possamos todos aprender a definir o nosso futuro em nossos próprios termos e não deixar o ódio dominar. Podemos escolher deixar que eventos traumáticos nos controlem — ou optar por ser protagonistas do nosso próprio destino.


