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Personagem: Mary Barbosa
Por: Mary Barbosa, 21 de maio de 2025

Minha doce poética

Esta história contém:

Dizem que nasci no mês do vento, sou de setembro, foi um lírico nascimento em um simples vilarejo quase deserto, lugar onde a natureza respirava e onde a poesia não tem idade.

Um lugar onde a sombra surge em cada passo marcado pelo chão de Vila Nova é o cenário colorido da minha doce infância.

No recuo do tempo vai a memória de meus pais buscar as minhas primeiras sensações, tão pequena ao anoitecer vivia na companhia dos ecos vindos da mata um som produzido pela fúria dos ventos que faziam o balançar das árvores, o cantar dos passarinhos e a afinação estridente das cigarras que me acalantava assim eu adormecia e despertava ao som harmônico dessa linda orquestra que vinha soar como uma canção de ninar.

Na harmonia desta sonoplastia eu descobrir o mundo preenchendo minhas vivencias no fascinante estágio infantil, marcado pelo delicioso tempo das brincadeiras de ciranda, na sombra das mangueiras, meu avô formava a roda e começávamos a cantar as cantigas de roda.

Uma infância marcada pelo colorido das flores do campo que me traziam alegria e ternura no caminho da escola, a abundancia das frutas no pomar que me alimentava.

Singela, bonita, nostálgica... Ainda hoje seguro, desesperadamente, nas noites de insônia as imagens que guardei para que não se percam nos labirintos da minha memória... Preciso desse tempo para me reencontrar naquilo que a vida e a natureza me deu com ternura e generosidade.

Tempos lindos quando me lembro do banho na marola do igarapé depois da farinhada aquilo era o mais doce momento, os passeios de canoa refletida no espelho de cristal sobre as águas do rio estreito e navegável que nascia na mata como se fossem sonhos que faziam de mim um alimentar de esperança.

Aos poucos fui trocando a boneca por livros, substituindo o meu mundo de sonhos pela realidade ah lembranças e saudades florescem quando lembro daquele quintal com um canteiro de rosas que, no cair da tarde exalavam um suave perfume, uma...

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Palavras-chave: memória, poesia, arte, ciência, vida

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