Dizem que nasci no mês do vento, sou de setembro, foi um lírico nascimento em um simples vilarejo quase deserto, lugar onde a natureza respirava e onde a poesia não tem idade.
Um lugar onde a sombra surge em cada passo marcado pelo chão de Vila Nova é o cenário colorido da minha doce infância.
No recuo do tempo vai a memória de meus pais buscar as minhas primeiras sensações, tão pequena ao anoitecer vivia na companhia dos ecos vindos da mata um som produzido pela fúria dos ventos que faziam o balançar das árvores, o cantar dos passarinhos e a afinação estridente das cigarras que me acalantava assim eu adormecia e despertava ao som harmônico dessa linda orquestra que vinha soar como uma canção de ninar.
Na harmonia desta sonoplastia eu descobrir o mundo preenchendo minhas vivencias no fascinante estágio infantil, marcado pelo delicioso tempo das brincadeiras de ciranda, na sombra das mangueiras, meu avô formava a roda e começávamos a cantar as cantigas de roda.
Uma infância marcada pelo colorido das flores do campo que me traziam alegria e ternura no caminho da escola, a abundancia das frutas no pomar que me alimentava.
Singela, bonita, nostálgica... Ainda hoje seguro, desesperadamente, nas noites de insônia as imagens que guardei para que não se percam nos labirintos da minha memória... Preciso desse tempo para me reencontrar naquilo que a vida e a natureza me deu com ternura e generosidade.
Tempos lindos quando me lembro do banho na marola do igarapé depois da farinhada aquilo era o mais doce momento, os passeios de canoa refletida no espelho de cristal sobre as águas do rio estreito e navegável que nascia na mata como se fossem sonhos que faziam de mim um alimentar de esperança.
Aos poucos fui trocando a boneca por livros, substituindo o meu mundo de sonhos pela realidade ah lembranças e saudades florescem quando lembro daquele quintal com um canteiro de rosas que, no cair da tarde exalavam um suave perfume, uma...
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Dizem que nasci no mês do vento, sou de setembro, foi um lírico nascimento em um simples vilarejo quase deserto, lugar onde a natureza respirava e onde a poesia não tem idade.
Um lugar onde a sombra surge em cada passo marcado pelo chão de Vila Nova é o cenário colorido da minha doce infância.
No recuo do tempo vai a memória de meus pais buscar as minhas primeiras sensações, tão pequena ao anoitecer vivia na companhia dos ecos vindos da mata um som produzido pela fúria dos ventos que faziam o balançar das árvores, o cantar dos passarinhos e a afinação estridente das cigarras que me acalantava assim eu adormecia e despertava ao som harmônico dessa linda orquestra que vinha soar como uma canção de ninar.
Na harmonia desta sonoplastia eu descobrir o mundo preenchendo minhas vivencias no fascinante estágio infantil, marcado pelo delicioso tempo das brincadeiras de ciranda, na sombra das mangueiras, meu avô formava a roda e começávamos a cantar as cantigas de roda.
Uma infância marcada pelo colorido das flores do campo que me traziam alegria e ternura no caminho da escola, a abundancia das frutas no pomar que me alimentava.
Singela, bonita, nostálgica... Ainda hoje seguro, desesperadamente, nas noites de insônia as imagens que guardei para que não se percam nos labirintos da minha memória... Preciso desse tempo para me reencontrar naquilo que a vida e a natureza me deu com ternura e generosidade.
Tempos lindos quando me lembro do banho na marola do igarapé depois da farinhada aquilo era o mais doce momento, os passeios de canoa refletida no espelho de cristal sobre as águas do rio estreito e navegável que nascia na mata como se fossem sonhos que faziam de mim um alimentar de esperança.
Aos poucos fui trocando a boneca por livros, substituindo o meu mundo de sonhos pela realidade ah lembranças e saudades florescem quando lembro daquele quintal com um canteiro de rosas que, no cair da tarde exalavam um suave perfume, uma fragrância vivida no despertar do horizonte. Era um ar limpo e natural.
Antes eu achava que havia saído da fantasia ou de um mundo de imaginação ai que me deparo com a poesia acabei me apaixonando a cada dia ao ler livros e olhar lugares e fatos de forma poética e chegou um tempo que para mim tudo era poesia.
Após a brincadeira preferida sentava sob uma árvore, com caderno e caneta nas mãos escrevia poesias, na pausa contemplava as borboletas azuis em voo dolentes, no meu intimo sentia vontade também de voar pela beira do rio, campos e matas. Uma fascinação, um sonho que carrego por todos os dias de minha vida.
Em Ponta de Pedras aos 16 anos no 3º ano do Ensino Médio na Escola Dalcídio Jurandir a minha turma recebe uma jornada de trabalho em organizar a 1ª Feira de Ciência da escola e uma das atividades era escrever um livro de poesias referente a preservação do meio ambiente, surgiu a minha primeira cartilha de poesias em defesa do meio ambiente.
A partir desse fato ficou mais visível a minha paixão por poesias e pela natureza, o meu intervalo na escola era chamado de “minutos de poesias”, agora com a passagem do tempo são horas e anos de poesias de escritas nas páginas da minha vida.
Nas floradas da vida ia alimentando novas esperanças... De risco em risco desenhei na flor da juventude o meu futuro, concretizei um dos meus sonhos, em 2012 comemorei a aprovação no vestibular na Universidade
Federal do Pará onde cursei a Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática
e Linguagens no Instituto de Educação Matemática Cientifico – IEMCI.
A minha vida profissional foi se definindo, conquistados com esforços ao longo da uma vida, me tornei professora e defensora da natureza. A ciência também é minha paixão.
Na travessia do tempo cursei teatro na mesma universidade e com o projeto Raízes Identitárias que foi um trabalho de Conclusão de Curso ganhei vários prêmios e através deste formou-se um grupo de Teatro nomeado RAÍZES IDENTITÁRIAS e trabalho como professora e diretora de teatro.
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