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Por: Guilherme dias Duarte , 30 de abril de 2025

Uma História de Superação

Esta história contém:

Uma História de Superação

Essa história está sendo digitada por mim, desde março, aos poucos, cada dia digito uma parte e assim vou revivendo e trabalhando bem minha realidade. Pretendo lançar e divulgar ela completa, até dia 15 de junho de 2025, quando faço 10 anos livre do abuso de álcool.

Meu nome é Guilherme e sou um alcoólico em recuperação.

Longe do tabaco há 22 anos, fumava dois a três maços por dia; longe da Cocaína há pelo menos 15 anos, nunca foi minha droga preferida (desde cedo vi muita gente morrer por causa dela), mas já usei...

E enfim com DEZ anos de abstinência alcoólica continua.

Eu devo muito dessa caminhada ao apoio sempre recebido do meu pai, Armando e ao meu psiquiatra desde 2002, Dr. Ronaldo Teixeira Valadares.

Comecei a beber com aproximadamente 15 anos, batidas e caipirinhas fracas, "para deixar alegre". Aos 16 meus pais se separaram litigiosamente, deixando um legado de dores e perdas onde o álcool é as drogas caiam como luvas para a fuga da realidade.

Aos 17 anos fui trabalhar em uma empresa de Cupom Refeição, ganhava 4 salários mínimos e já tinha o apelido de "celveja", pois tinha a língua presa e todo dia no Happy Hour chamava os colegas para "tomar uma". Nessa época tive poucas, mas já experimentava a Cocaína.

As ressacas já não me deixavam trabalhar às segundas feiras. E antes de completar 18 anos, me desligava dessa empresa.

Fiz então, muito forçado pela minha mãe, uma seleção para uma Escola Agrícola no Interior de Minas, passando em 3o lugar geral e ganhando uma bolsa de estudos para todo o 2o Grau.

Era no sistema integral e com dormitórios coletivos.

As bebedeiras eram homéricas nos finais de semana, com caixas de cervejas sendo empilhadas ao som de muitas conversas, namoros e jogo de truco.

Apesar de ser um dos melhores alunos do curso, após o fim de um namoro, abandonei a escola e os amigos.

Voltei para BH e fui morar num sobrado que meu pai pagava para mim na região Central da...

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