Minha Jornada: Fe, Luta e Amor que Não Abandona
Em 2011, recebi o diagnóstico de câncer. O caminho dos tratamentos foi longo — 3 anos internada, até 2014 — e como eu estava sozinha na luta, minhas filhas, que tinham 4 e 3 anos na época, ficaram com uma vizinha que cuidou delas como se fossem suas próprias. Eu não queria que elas vissem toda a dor que eu sentia no hospital, mas a saudade era imensa. Mesmo assim, em cada noite de internação, sentia Deus ao meu lado: cada oração, cada carinho de uma enfermeira, cada foto que a vizinha mandava das meninas... tudo era um sinal de que eu precisava resistir.
Eu achava que já havia enfrentado o pior, mas logo após terminar o tratamento, quando estava começando a reconstruir nossa vida e levar as filhas de volta para casa, a tragédia aconteceu. Fomos vítimas de uma agressão onde o homem quase estuprou minhas pequenas — elas tinham pouco mais de 6 e 5 anos naquele momento. Eu fiz de tudo para protegê-las, colocando meu corpo entre elas e o agressor, e ele acabou consumando o ato comigo. Naquele instante, a vergonha, a raiva e o medo de ter falhado como mãe eram imensos. Mas olhei para minhas filhas, chorando ao meu lado, e pensei: "Não posso desistir. Elas precisam de mim, e Deus não deixará que a maldade vença."
Com a ajuda da vizinha que sempre cuidou de nós, de familiares e de uma equipe de apoio, buscamos justiça — e conseguimos que o agressor fosse condenado. Paralelamente, continuamos os acompanhamentos médicos, e graças à fé e ao cuidado recebido, desde então estou em remissão. As meninas passaram por acompanhamento psicológico, e hoje são jovens fortes e cheias de amor.
Hoje, mais de 10 anos depois de 2011, minhas filhas e eu somos uma família unida. Eu comecei a participar de grupos de apoio, onde conto minha história para outras mulheres que passaram por violência ou enfrentam doenças graves — especialmente mães que se sentem culpadas ou desamparadas....
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Minha Jornada: Fe, Luta e Amor que Não Abandona
Em 2011, recebi o diagnóstico de câncer. O caminho dos tratamentos foi longo — 3 anos internada, até 2014 — e como eu estava sozinha na luta, minhas filhas, que tinham 4 e 3 anos na época, ficaram com uma vizinha que cuidou delas como se fossem suas próprias. Eu não queria que elas vissem toda a dor que eu sentia no hospital, mas a saudade era imensa. Mesmo assim, em cada noite de internação, sentia Deus ao meu lado: cada oração, cada carinho de uma enfermeira, cada foto que a vizinha mandava das meninas... tudo era um sinal de que eu precisava resistir.
Eu achava que já havia enfrentado o pior, mas logo após terminar o tratamento, quando estava começando a reconstruir nossa vida e levar as filhas de volta para casa, a tragédia aconteceu. Fomos vítimas de uma agressão onde o homem quase estuprou minhas pequenas — elas tinham pouco mais de 6 e 5 anos naquele momento. Eu fiz de tudo para protegê-las, colocando meu corpo entre elas e o agressor, e ele acabou consumando o ato comigo. Naquele instante, a vergonha, a raiva e o medo de ter falhado como mãe eram imensos. Mas olhei para minhas filhas, chorando ao meu lado, e pensei: "Não posso desistir. Elas precisam de mim, e Deus não deixará que a maldade vença."
Com a ajuda da vizinha que sempre cuidou de nós, de familiares e de uma equipe de apoio, buscamos justiça — e conseguimos que o agressor fosse condenado. Paralelamente, continuamos os acompanhamentos médicos, e graças à fé e ao cuidado recebido, desde então estou em remissão. As meninas passaram por acompanhamento psicológico, e hoje são jovens fortes e cheias de amor.
Hoje, mais de 10 anos depois de 2011, minhas filhas e eu somos uma família unida. Eu comecei a participar de grupos de apoio, onde conto minha história para outras mulheres que passaram por violência ou enfrentam doenças graves — especialmente mães que se sentem culpadas ou desamparadas. Vejo nelas a mesma dor que eu senti, mas também a mesma força que Deus colocou em mim. Quando uma delas diz que conseguiu buscar ajuda ou que encontrou esperança para continuar, eu sei que cada desafio que passei tem um propósito: inspirar outras mulheres a não desistirem.
Se você está vivendo um momento difícil, especialmente se é mãe e se sente sozinha, saiba: você não está só. Deus está com você, sua força é maior do que qualquer dor, e há pessoas boas no mundo que estão prontas para ajudar. Não deixe que a maldade do mundo apague a luz que há dentro de você e das suas crianças.
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