Por Anônimo, 30 de janeiro de 2026
A sequência didática "Vidas Negras" (2020) tem como eixo central a valorização dos saberes ancestrais e das histórias de vida, tomando como foco o ofício das parteiras tradicionais como herança cultural, prática comunitária e expressão de identidade. O conteúdo se fundamenta em textos literários, relatos jornalísticos e, especialmente, em uma história de vida do acervo do Museu da Pessoa, articulando memória, oralidade, ancestralidade e direitos das mulheres. A proposta está organizada em três etapas principais — pré-leitura, leitura e pós-leitura —, distribuídas em atividades progressivas que combinam reflexão oral, leitura de textos, análise de relatos pessoais (orais e escritos), exibição de vídeo e produção textual. A sequência trabalha diretamente com a história de vida de Maria da Silva Pinto de Albuquerque (Dona Izanil), terceira geração de parteiras, relacionando sua trajetória a outras narrativas latino-americanas e ampliando o olhar dos estudantes para dimensões sociais, culturais e históricas do tema. Ao longo das atividades, são explorados temas como ancestralidade, hereditariedade, saberes tradicionais, identidade cultural, oralidade, gênero e memória, promovendo o desenvolvimento da escuta sensível, da empatia e da leitura crítica. A sequência dialoga com pressupostos da BNCC, especialmente no que se refere à valorização da diversidade cultural, ao reconhecimento de diferentes formas de produção de conhecimento e ao trabalho com gêneros discursivos, como o relato pessoal e a crônica.
Essa sequência foi premiada na 1ª Mostra Educativa do Museu da Pessoa, cujo tema era "Vidas Negras".
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