resumo

Rosa Fajersztajn, apelido para Raisa Fajersztajn, é uma batalhadora. Nascida em 1919 na Polônia, enfrentou inúmeros conflitos na Segunda Guerra Mundial, foi colocada em um Gueto, depois foi presa e torturada e mandada a Auschwitz e Ravensbrück, dois campos de concentração nazistas. De família judia e adepta do Partido Comunista, Rosa perdeu os pais e oito dos dez irmãos na Guerra. Veio para o Brasil depois de ser libertada do campo de concentração pela Cruz Vermelha da Suécia, e aqui fez família, casou-se e teve dois filhos. Sua história mostra a luta pela vida e conta sobre diversos fatos da Segunda Guerra Mundial, sobre costumes e lugares poloneses, a perda e reecontro com os membros da família e a reconstrução de uma vida que havia sido assolada pelo Nazismo.

imagens (17)

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Dia dos Pais

data (ou período): Ano 1987 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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O fim da recuperação

data (ou período): Ano 1945 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Passeio ao Parque

data (ou período): Ano 1956 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Campo de refugiados

data (ou período): Ano 1946 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Família Fajersztajn

data (ou período): Década 1930 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Em casa, no Bom Retiro

data (ou período): Ano 1982 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Esquina do Bom Retiro

data (ou período): Década 1960 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Lua de Mel no Brasil

data (ou período): Ano 1947 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Panorama de Ópole

data (ou período): Ano 1920 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Amigas de colégio

data (ou período): Ano 1930 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Raízes judaicas

data (ou período): Década 1930 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Camaradas poloneses!

data (ou período): Ano 1935 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Chegando ao Brasil

data (ou período): Ano 1946 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Conselho comunitário

data (ou período): Ano 1930 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Escola de Opole

data (ou período): Ano 1933 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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O teatro do acaso

data (ou período): Ano 1946 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Rosa, uma brasileira

data (ou período): Ano 1956 Imagem de:Rosa Fajersztajn

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Dia dos Pais

personagem: Meus avós, meus pais, irmãs, tios e tias
historia: Fizemos uma reunião na casa de minha avó para passarmos o dia dos pais... Eu tocava uma gaita de boca, acompanhado por um tio, no violão.

período: Ano 1987
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
tipo: Fotografia

O fim da recuperação

A foto é do local onde Rosa morava. Na época, ela já tinha saído do hospital onde havia ficado internada para recuperação e trabalhava numa instituição para idosos. Alguns meses antes do fim da guerra, a Sra. Rosa foi, junto com outras 500 mulheres, comprada pelo conde Bernadotti, da Suécia, quem pagou diretamente a Himmler (um dos 3 ou 4 principais assessores do Fuhrer). Na Suécia, ela conta, foi tratada como uma recém nascida, pois tinha apenas 30 quilos quando chegou

período: Ano 1945
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Passeio ao Parque

Este era um passeio cotidiano: ir ao Parque da Luz, a duas quadras de casa. Marilena tinha um ano e Hermes tinha dois.

período: Ano 1956
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Campo de refugiados

Dona Rosa viveu neste campo de refugiados por um ano e meio. Nos meses finais da guerra, ainda sob o domínio nazista, o Conde Sueco Vernadotti pagou Himmler pela liberdade de 6.000 mulheres e as levou para Suécia.

período: Ano 1946
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Família Fajersztajn

A mãe de Rosa enviuvou aos vinte e cinco anos - tinha três filhos. Foi de Kazimir para Opole, onde conheceu o pai de Rosa. Além de Rosa, tiveram outro filho. O pai de Rosa também era viúvo e tinha dois filhos. Foto de alguns irmãos e seus filhos.

período: Década 1930
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Em casa, no Bom Retiro

Dona Rosa, perseguida por ser judia, viu seus 2 filhos casarem-se com não judeus (o genro é negro), o que provoca sentimentos ambíguos de quem é tolerante mas teme a eliminação do judaísmo, não pelo método da ""solução final"", mas pelo processo de "assimilação".

período: Ano 1982
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Esquina do Bom Retiro

Foto tirada no bairro do Bom Retiro, centro da vida do casal, onde moravam e trabalhavam.

período: Década 1960
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Lua de Mel no Brasil

Passeio a cavalo pela estância turística de Serra Negra, durante a lua de mel, no verão de 1947. D. Rosa chegou ao Brasil em 26 de Outubro de 1946 . Aqui, reencontrou-se com Jacó, também de Ópole, que havia vindo para São Paulo antes da guerra.

período: Ano 1947
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Panorama de Ópole

Área "nova" de Opole, com casario em primeiro plano (comércio embaixo e residência no alto) e igreja católica ao fundo. Parte das ruas da cidade, como esta, tinha piso de pedras. Esta parte da cidade era coabitada em harmonia por católicos e judeus. Apenas a cidade velha era realmente "judaica", que mais tarde passou a ser um gueto.

período: Ano 1920
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Amigas de colégio

Esta foto é da turma do terceiro ano da escola, correspondente a cerca de onze anos de idade. Dona Rosa estudava em escola judaica, de forma que as meninas eram todas judias. Opole era uma cidade pequena, todas as crianças conviviam muito entre si também fora da escola. De todas as meninas, apenas Rosa e Nem sobreviveram à guerra.

período: Ano 1930
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Raízes judaicas

Centro da parte judaica (cidade velha). As ruas eram de cascalho e, a cidade, pequena. As casas que se veem são, basicamente, de comércio (no térreo). A separação entre judeus e ""polacos"" não era total, tendo sido oficializada após a chegada dos alemães. A parte ""polaca"" ficava para a direita da foto a uns quarteirões (que não aparece). Posteriormente toda a área que se vê tornou-se um gueto (prisão), recebendo ainda judeus de outras cidades, inclusive Kazimir, cidade natal de Rosa e menor que Opole. Esta quintuplicou o número de habitantes.

período: Década 1930
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Camaradas poloneses!

A imensa maioria das família judias era muito ou razoavelmente religiosa, mas os jovens desta geração começavam a se aproximar das idéias e movimentos comunistas, sendo que muitos militaram efetivamente nestes. O namorado de Rosa, que não está na foto, logo foi preso pela polícia polonesa e a família de Rosa, temendo pela sua prisão, enviou-a para Varsóvia, onde assistiu o começo da guerra. Com exceção de Dona Rosa e do outros personagens citados, não se tem notícia sobre os outros, supondo-se que tenham morrido na guerra.

período: Ano 1935
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Chegando ao Brasil

Dona Rosa chegou em Santos através do contato com entidades judaicas brasileiras. Dora Goldman fez o convite e Dona Rosa chegou com quarenta e cinco pessoas de sua cidade Opole e redondezas.

período: Ano 1946
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Conselho comunitário

Conselho comunitário da comunidade judaica em Opole, sem atribuições legais. Não era um conselho religioso. A placa está escrita em iídiche, dialeto dos judeus da Europa Oriental (próximo do Alemão), e em Hebraico. Apesar de viverem em um país com suas instâncias legais, os judeus poloneses tinham suas próprias instituições.

período: Ano 1930
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Escola de Opole

Garotas do colégio judaico de Opole, com cerca de catorze anos e frequentando o 6º ano escolar. A família de Dona Rosa era religiosa e não havia escolas judaica em Kazimir. Este foi um dos motivos para a mudança rumo a Opole.

período: Ano 1933
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

O teatro do acaso

Rosa chegou ao Brasil em 26 de Outubro de 1946 e casou-se em 5 de janeiro do ano seguinte. Seu noivo e futuro marido vivia em São Paulo desde 1935/1936 e já estava "bem de vida". Ela já o conhecia de Opole. Jacó era nove anos mais velho. Certo dia, numa sala da escola, todas suas amigas bagunçavam menos Rosa, a professora pediu para que todas ficassem em silêncio usando Rosa como exemplo e as meninas sugeriram à ela pegar Rosa como nora, e a professora disse ser impossível.

período: Ano 1946
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

Rosa, uma brasileira

O documento foi obtido quando Rosa já estava naturalizada, Jacó já residia aqui desde 1936, Rosa chegou 10 anos depois e logo casaram e tiveram filhos. Veio através do convite de uma amiga logo após recuperar-se na Suécia ao fim da 2ª Guerra Mundial.

período: Ano 1956
local: Brasil / São Paulo / São Paulo
imagem de: Rosa Fajersztajn
crédito: Acervo pessoal
tipo: Fotografia

história na íntegra


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