resumo

A mineira Maria de Lourdes, mais conhecida como Dona Ducha, não sabe ao certo o ano em que nasceu nem o porquê do apelido que apenas herdou de uma amiga de sua mãe. Domina, no entanto, outros muitos saberes, essenciais para a continuidade de sua comunidade, o Barreirinho, no Vale do Jequitinhonha, que se desenvolveu a partir do quilombo constituído por Rimoaldo, escravo fugido e ascendente direto da maioria dos moradores. Ali, ela vive em família, lavrando a terra, cultivando ervas medicinais, benzendo quem precisa, preparando galinha caipira ao molho pardo, reproduzindo os batuques e as cantigas que aprendeu com os avós. Em seu depoimento, Dona Ducha se lembra de histórias do passado e fala da luta da comunidade pelo direito ao território que seu antepassado há tanto tempo demarcou, em prol da liberdade.

história

A minha mãe, a minha avó, as minhas tias contavam assim: quando um velho veio corrido da escravidão, que ele chegou, eles fizeram uma barraca na mata, na descida que desce para entrar nessa comunidade. Eles ficaram escondidos um bocado de tempo, ele tinha um bocado de filho, 12 filhos, três filh...Continuar leitura




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