resumo

A Gente Vai Morrer Mesmo é uma verdade suprema, indiscutível e libertadora. Uma filosofia poderosa que transforma vidas banais em aventuras emocionantes. Junto com a Maria, a minha fiel companheira de loucuras, mandamos tudo às favas para mergulhar de cabeça nesse delírio. A obra trata disso: da forma como os autores Jeferson Biela e Maria Formosinho conseguiram se libertar de tudo o que já não era mais útil em suas vidas. Ambos venderam o que tinham, largaram seus empregos, casa, conforto, segurança… Deram um grande adeus à velha vida e abraçaram com toda a força as novas e incríveis experiências que surgiam. Assim, alguns anos e aventuras depois, nasceu este livro, que está longe de ser um simples diário de viagens ou algo do gênero “auto-ajuda”. Ele também não trata das grandes verdades da vida e muito menos te mostrará o caminho exato a seguir. Como os próprios autores comentam: “Fizemos tudo o que deu vontade de fazer. Todas as viagens, todas as experiências e aventuras loucas. Tudo o que vinha à mente. Tudo mesmo. Sem medo. Sem a preocupação de reservar hotéis ou comprar passagens com antecedência. Cada decisão tomada era fruto de um devaneio momentâneo. Olhar uma placa na rodovia com uma vaca era um “sinal” de que “deveríamos” ir para a Índia, assim como perceber uma figura de um canguru na mochila de alguém era um “chamado” para ir morar na Austrália. Víamos “sinais” em qualquer coisa. Tudo era um pretexto para pegar a estrada.” Seja em rituais com as tribos indígenas da Amazônia, perdendo as unhas no Caminho de Santiago de Compostela, meditando e testando os anticorpos no caos da Índia, sofrendo os efeitos do ar rarefeito em uma montanha no Chile ou ainda experimentando um jejum prolongado de quase um mês em uma ilha deserta no Brasil, foram seis anos vividos intensamente, sempre arriscando tudo. Mas confiantes de que definitivamente ninguém morre antes da hora.

história

Se fosse para definir em apenas uma frase o que mais me motivou a sair do meu apertado casulo para o mundo das aventuras e das experiências loucas acho que seria: “Não mãe… eu não vou fazer engenharia”. Já estava com o saco bem cheio de tudo quando a mãe veio com aquele pap...Continuar leitura



fechar

Paraquedas - A Maior de todas as adrenalinas

Lembro-me bem do que fiz com o primeiro pagamento que recebi do meu primeiro trabalho registrado em carteira. Não sei ao certo quanto foi, só sei que era o suficiente para pagar uma das parcelas do curso que há anos sonhava fazer: o de pára-quedismo. Também não quis esperar muito economizando dinheiro para pagar à vista, pois caso acontecesse alguma coisa errada eu não teria gasto tanto dinheiro assim. Chegando ao hangar, o que mais me chamou a atenção à primeira vista não foram necessariamente os equipamentos e aparatos tecnológicos do esporte, mas sim uma loira excepcionalmente linda que estava lidando com algumas ferramentas e tudo o mais. Perguntei a um dos rapazes encarregados pela dobragem dos pára-quedas quem era a gatinha, e ele limitou-se a responder: "É a minha namorada, por quê?" E para a minha infelicidade, fiquei sabendo que esse era o cara que iria dobrar o meu pára-quedas... Já iniciado o curso, e após ter levado uma bronca por ter dito "pular" e não "saltar" - pois quem pula é só pipoca e perereca -, o instrutor perguntou a cada um de nós, alunos, a razão de estarmos ali. As respostas foram as mais variadas possíveis, desde provar algo a si mesmo, superar o medo de altura e até mesmo fim de namoro, falta de sentido na vida, etc... Incrível. Na minha vez, pensei, pensei... E respondi que era mesmo pelo desafio irracional com o intuito de manter uma postura machista e ignorante inerente à minha própria natureza desprezível - afinal, sou um homem (não foram bem essas as palavras, mas algo do tipo)... Optei pelo salto individual acompanhado por dois instrutores, um de cada lado, apenas orientando. O salto duplo teria sido bem mais simples e barato, mas com certeza não estaria compartilhando essa aventura com vocês nesse momento, pois não acho que me sentiria muito honrado em contar que tinha outro cara agarrado em mim (e por trás, o que é pior!). Treinos, treinos, técnicas e procedimentos vistos e revistos exaustivamente por todo o final de semana para que tudo saísse perfeito durante o salto. No domingo, sorteio para ver quem iria primeiro - obviamente, eu fui o escolhido. Foto com a turma para a posteridade e embarque no Cessna azul de reputação um tanto duvidosa. No avião estavam empilhados o piloto, os dois instrutores que iriam me acompanhar e um senhor, com seus quase 60 anos de idade e já muito experiente nesse esporte, o que fez com que se esvaísse toda a minha arrogância por estar vivendo essa experiência. Decolamos. O avião custou a subir os quase dez mil pés (quase meia hora de vôo) até o instrutor dar um tapinha nas costas do piloto e gritar "Corta" para o motor desacelerar e podermos nos posicionar. Saímos do avião e, já em posição de "sela", projetei-me ao vazio. A sensação é extrema, impossível de reproduzir em palavras. Os sons e pensamentos desaparecem por completo - você passa a fazer parte de uma outra dimensão, bem além do real. Gritar é o meio de exteriorizar toda a adrenalina liberada até chegar o momento em que os instrutores exigem a sua atenção, fazem de tudo para trazer fragmentos do nosso consciente à realidade para poderem passar as instruções praticadas no solo. Sinais com as mãos mostram o posicionamento ideal, tanto das pernas quanto dos braços, e a atenção que se deve ter com a marcação do altímetro. Cinco mil pés, hora de acionar o punho e sentir o impacto causado pelo velame inflado. "Meu Deus! O visual é lindo..." Mas tenho que me ater aos procedimentos. E como não poderia deixar de ser, identifiquei quase todos os problemas possíveis, começando pelo "twist" (ou linhas enroladas) - o que se resolve simplesmente chutando o ar para desmanchar. Em seguida, percebi que um dos gomos do velame não estava inflado, então puxei os dois manobradores para baixo e senti uma freada brusca, ao mesmo tempo em que o gomo problemático inflava-se novamente. Agora sim, tranquilidade para poder curtir o visual e brincar com os comandos dos manobradores. Alguns longos minutos se passaram até o primeiro contato pelo rádio dando "ok" e passando as coordenadas para o pouso. Vento de nariz, tensão constante com o chão crescente à minha frente. Manobradores rapidamente posicionados para baixo, velame recolhido, freada súbita e contato com o solo, seguido de tropeção e um fantástico mergulho de cabeça naquele solo lunar do campo de aviação. Pude perceber que a desaceleração não foi suficiente para evitar a minha aterrissagem desastrada, mas foi muito divertido assim mesmo... Posso dizer, sem dúvida nenhuma, que foram os trinta segundos mais caros, porém mais emocionantes de toda a minha vida!

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia

Formula Ford

Primeiro teste - Single Seater Searies - Formula Ford - Piloto Jeferson Biela

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia
Palavras-chave:

Machu Picchu - Peru

Aventura na América do Sul - livro "A Gente Vai Morrer Mesmo"

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia

Índia - surf no Elefante

Conhecer a Índia foi a aventura mais louca de todas!

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia
Palavras-chave:

Meditando na Cachoeira - Brasil

Jeferson Biela é brasileiro mas mora em Portugal. Gosta de abrir a mente, da calmaria, mas também da adrenalina. Desenha, escreve, constrói coisas e conserta outras. Medita, brinca, faz yoga, fala abobrinha, é vegetariano. Ama a natureza e os animais, mas está longe De ser um ativista chato. adora cães, mas aprendeu a gostar muito de gatos. Prefere mochilão à programação. “Siga o coração” e “experiência científica” São os seus termos preferidos. “não esquente a cabeça senão caspa vira pipoca” É a sua filosofia de vida!

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia

Caminho de Santiago de Compostela

Fora 860km feitos em 29 dias. Partimos de Saint-Jean-Pied-de-Port, na França, atravessando os Pirineus sentido Roncesvalles.

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia
Palavras-chave:

Encontro com Dalai Lama nos Himalaias

Meditando com os monges em Dharamshala e o encontro emocionante com o Dalai Lama

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia

Deserto da Austrália - A Gente vai Morrer Mesmo

Visita a Uluru no deserto da Austrália e encontro com os aborígenes.

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia

Inglaterra - Visita ao Museu Ayrton Senna em Donin

McLaren usada por Ayrton Senna na melhor primeira volta da história do Formula 1

imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Fotografia

Livro A Gente vai Morrer Mesmo - autor: Jeferson B

A Gente Vai Morrer Mesmo é uma verdade suprema, indiscutível e libertadora. Uma filosofia poderosa que transforma vidas banais em aventuras emocionantes. Junto com a Maria, a minha fiel companheira de loucuras, mandamos tudo às favas para mergulhar de cabeça nesse delírio. A obra trata disso: da forma como os autores Jeferson Biela e Maria Formosinho conseguiram se libertar de tudo o que já não era mais útil em suas vidas. Ambos venderam o que tinham, largaram seus empregos, casa, conforto, segurança… Deram um grande adeus à velha vida e abraçaram com toda a força as novas e incríveis experiências que surgiam. Assim, alguns anos e aventuras depois, nasceu este livro, que está longe de ser um simples diário de viagens ou algo do gênero “auto-ajuda”. Ele também não trata das grandes verdades da vida e muito menos te mostrará o caminho exato a seguir. Como os próprios autores comentam: “Fizemos tudo o que deu vontade de fazer. Todas as viagens, todas as experiências e aventuras loucas. Tudo o que vinha à mente. Tudo mesmo. Sem medo. Sem a preocupação de reservar hotéis ou comprar passagens com antecedência. Cada decisão tomada era fruto de um devaneio momentâneo. Olhar uma placa na rodovia com uma vaca era um “sinal” de que “deveríamos” ir para a Índia, assim como perceber uma figura de um canguru na mochila de alguém era um “chamado” para ir morar na Austrália. Víamos “sinais” em qualquer coisa. Tudo era um pretexto para pegar a estrada.” Seja em rituais com as tribos indígenas da Amazônia, perdendo as unhas no Caminho de Santiago de Compostela, meditando e testando os anticorpos no caos da Índia, sofrendo os efeitos do ar rarefeito em uma montanha no Chile ou ainda experimentando um jejum prolongado de quase um mês em uma ilha deserta no Brasil, foram seis anos vividos intensamente, sempre arriscando tudo. Mas confiantes de que definitivamente ninguém morre antes da hora.

período: Ano 2019
imagem de: Jeferson Biela
crédito: Jeferson Biela
tipo: Ilustração
Palavras-chave:

opções da página