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Por: Museu da Pessoa, 17 de agosto de 2009

"Eu vou dar minha parte"

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"Eu vou dar minha parte"

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Flávio de Souza Borges. Eu nasci no Rio de Janeiro, mas desde os três anos de idade eu moro em Magé, a cidade que hoje eu adoto como minha. Eu sou de sete de fevereiro de 1972, são 37 anos. Eu sou professor de matemática. Eu já leciono há 17 anos, comecei como professor particular, depois tive a oportunidade em escolas e a coisa foi crescendo, foi evoluindo, fiz o concurso para a prefeitura de Magé, um concurso para o Governo do Estado também. E a coisa foi crescendo, crescendo. Eu sempre vou gostar de trabalhar com concursos públicos, e ter o sonho de, quem sabe, até criar um curso preparatório, um curso profissionalizante. Eu comecei com o primeiro passo de preparatório, já trabalho com preparatório já há um bom tempo, tenho hoje um pequeno curso em Magé, mas o meu sonho é daqui a um ano, no máximo, [ter] um curso profissionalizante, que sempre foi a minha vontade, sempre foi o meu foco, até porque eu fui aluno do Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial], desde os 15 anos, saí com 17. Depois, eu fiz o meu curso técnico em arquitetura, fiz o curso técnico em estruturas navais pela Marinha e não parei mais. Eu sempre gostei da formação profissional. E por eu ter tido essa oportunidade, sempre olho para os jovens da minha cidade com essa oportunidade de crescimento: ter a oportunidade de se formar. Eu, graças a Deus, tive. A minha família teve estrutura de me dar essa oportunidade de fazer um curso profissionalizante, fazer um curso técnico, de eu poder ter uma formação. Os jovens hoje, principalmente em Magé, que é o quarto município mais pobre do Estado, não tem essa chance, não tem um conhecimento, e não tem essa chance. Agora há essa necessidade, por isso que abracei essa ideia da formação profissional, da Agenda 21 também, desde que comecei a saber que o Polo seria a 17 quilômetros em linha reta do município de Magé, que é um município equidistante não só de Itaboraí, mas de Duque de Caxias, do...

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