Contar Para Viver

“A coisa mais importante do ser humano é a narrativa. Sem narrativa, é como um ator no palco que não sabe o roteiro”

Gilberto Dimenstein

Esta exposição é uma viagem pelo Brasil e pelas memórias dos tempos e espaços de nossas vidas. Os personagens da exposição narram suas origens, suas memórias de infância, suas experiências pessoais e refletem sobre o sentido da vida.

Ela complementa o filme PESSOAS – Contar para Viver, um documentário sobre o Museu da Pessoa a partir do olhar de 5 documentaristas sobre as mais de 18 mil histórias de seu acervo.

Tudo que passei na minha vida foi com um olhar. Agora esse olhar é diferente. É o olhar de quem reaprendeu a ver a vida pela ideia da morte.

Eu descobri uma nova vida perdendo a vida.

Esse é o resumo.

Meu pai era filho de índia.

Índia, índia, índia. Pega no mato.

Maria Iraildes Valente de Menezes

A gente passou quatro dias juntos, grudados, brincando, jogando bola, conversando. Foi uma coisa de louco, eu conheci aquele cara, falei: ‘Caralho, tô conhecendo o meu pai!’

Pedro Cezar

Eu tinha muita vontade de brincar com boneca. Vivia falando em boneca, mas eu não sabia como é que era. Eu “ponhava” sabugo de milho, enrolava um retalhinho de pano na cintura e falava: “Boneca deve ser assim”. Fazendo a imaginação, fazendo a experiência

Izabel Mendes

Ela atrapalhou muito, essa tal de barragem. Ninguém queria sair daqui não. Eu queria ficar mesmo no meu Pilão Velho… Só quem tira água daqui é Deus! Eles sabem fazer barragem, mas não água. Quem sabe fazer água é Deus!

Maria do Socorro Dias Santos (Dona Pequenita)
Conheça uma nova história desta exposição na próxima segunda-feira (20.jul)