Armazém do Brasil: Memórias do Comércio da Zona Cerealista

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Ano: 2017

Esta exposição foi resultado da pesquisa realizada pelo Museu da Pessoa, em parceria com o SESC São Paulo, sobre uma das regiões de comércio e distribuição de alimentos mais evidente de São Paulo e do Brasil, que é a Zona Cerealista. A pesquisa incluiu conteúdos históricos e entrevistas de histórias de vida realizadas com 30 comerciantes do bairro do Brás, no eixo das Ruas Santa Rosa e Paula Souza, além da coleta de fotos e documentos encontrados, muitas vezes, nas casas dos entrevistados. Para transformá-los em exposição para a unidade provisória do SESC Parque D. Pedro II, foi construída uma linha do tempo que liga o antigo centro da cidade colonial de São Paulo, em 1822 aos avanços do início dos anos 1900 e à vinda de milhares de imigrantes até chegarmos às mudanças nessa região, segundo as características que marcam a sua atualidade.

A exposição foi composta por três eixos: Pessoas no Brás, que apresenta trechos das entrevistas que nos contam quem são as pessoas que construíram a vida social do Brás e suas memórias; Armazéns, bancas e comércio, narração de como foram estabelecidas as oportunidades para transformar a região no centro de referência em alimentos do Brasil, também conhecido como Armazém do Brasil, que deu nome à exposição; e Brás, cujo bairro é síntese da primeira grande imigração da São Paulo do século XX e, portanto, fundamental no avanço da industrialização e das características que a transformariam em metrópole a partir dos anos 1940, com a importância econômica e cultural que mantém até hoje.

A exposição podia ser visualizada desde as Avenidas Mercúrio e do Estado, com os painéis que ilustram parte dos gradis que cercam a área do SESC e, internamente, pelas fotos e textos que foram reunidos, formando um percurso para aproximar os significados e a importância da Zona Cerealista das narrativas sobre o bairro do Brás e de São Paulo, revelando partes da história do Brasil cujas memórias e histórias pertencem a todos nós.