Mulheres empreendedoras do Porto de Santos

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Início: 2020
Fim: 2020

“Você não é e nunca vai ser a minha opção. É só por três meses e depois eu vou colocar alguém lá, porque você não serve para essa função”, foi o que Rosemeyre, uma das entrevistadas do projeto, ouviu de seu gestor um dia de trabalho no Porto de Santos, antes de provar para ele que não seria necessário contratar outra pessoa, já que ela era a candidata perfeita para gerir um time de mais de cinquenta homens.

Até poucos anos atrás o trabalho portuário era predominantemente considerado um universo masculino, a tecnologia e a garra das mulheres em lutarem pelos seus direitos possibilitou uma mudança radical e, atualmente, as mulheres estão ocupando espaços, não só na área administrativa, bem como em cargos operacionais e de liderança.

Nesse projeto de memória é possível conhecer histórias de mulheres que inovaram, questionaram, enfrentaram e superaram os desafios, e que estão dispostas a abandonar antigos padrões, além de serem consideradas empreendedoras que fazem do Porto de Santos o seu ganha-pão. Passeando pelos relatos do projeto percebe-se que uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres é o preconceito aliado ao machismo, que tornam necessária a adoção de uma postura mais rígida de cada uma delas. No entanto, essa prática só serve como combustível para suas lutas.

O material foi produzido no segundo semestre de 2020, respeitando todos os protocolos de segurança necessários devido à pandemia do Covid-19, e, em onze entrevistas, buscamos ouvir e ampliar vozes de mulheres que empreendem no Porto de Santos, lugar onde estão conquistando e cativando espaços fixos. Apesar dos desafios ainda não terem sido vencidos, diversas barreiras foram quebradas e são essas histórias de empoderamento e participação feminina que poderão ser vistas nesse projeto do Museu da Pessoa. Empreender é ser um realizador, portanto, as narrativas apresentadas trazem histórias de mulheres que mudaram o seu meio com o que tinham em mãos, carregando coragem e determinação, já que o lugar da mulher é trabalhando onde ela quiser.