Memórias do Comércio

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Início: 1994
Fim: Atualmente

Primeira etapa – São Paulo

A primeira etapa da longa parceria do Museu da Pessoa com o Sesc-SP, o projeto Memórias do Comércio de São Paulo, foi desenvolvido ao longo dos anos 1994 e 1995. Contou com 61 entrevistas a comerciantes da capital paulista.

Segunda etapa – Araraquara, São Carlos e região

Araraquara e São Carlos foram os pontos de partida para a interiorização do projeto, em sua segunda etapa. A equipe de pesquisa passou dois meses contatando possíveis entrevistados nas 26 cidades que formam a 12ª Região Administrativa do Estado de São Paulo. Dessas, Araraquara, São Carlos, Matão, Itápolis e Ibitinga forneceram entrevistados representativos de toda a região. O projeto resultou em 21 entrevistas gravadas em vídeo. Elas foram sistematizadas e geraram um hot site, um livro e uma exposição itinerante, que percorreu várias cidades.

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Terceira etapa – Baixada Santista

Essa etapa contempla a região metropolitana da Baixada Santista, composta por nove cidades. A partir dos primeiros levantamentos efetuados pela equipe de pesquisa, constatou-se que a cidade de Santos sempre marcou o espaço regional como principal polo econômico, comercial e turístico em função de sua íntima relação com o Porto. Para definir o universo de entrevistados, foram adotados os seguintes critérios: localização, modalidades de comércio e ramo de atividade. Optou-se por localizar pessoas com longa trajetória no comércio e também aquelas que tinham experiências recentes. Ao longo de um mês e meio os pesquisadores percorreram a cidade contatando possíveis entrevistados, foram identificadas cerca de 150 pessoas, das quais 22 foram entrevistadas, sendo 21 sediadas em Santos e 1 na Praia Grande. Essas histórias de vida, constituíram a base para o desenvolvimento de três produtos: um livro, uma exposição e o Módulo “Baixada Santista” do site Memórias do Comércio.

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Quarta etapa – Vale do Paraíba

Na quarta etapa do projeto, optou-se pelo registro da trajetória de pessoas que têm seu dia a dia tomado pela prática e pela arte do comércio. O mapeamento para as entrevistas de história de vida entre as cidades de Taubaté, São José dos Campos e algumas cidades menores, porém não menos importantes. Vinte e cinco personagens gravaram suas narrativas. Optamos por contar a história do comércio e das cidades do Vale do Paraíba a partir de sua marca mais característica: seu papel de interligação entre as duas mais importantes capitais brasileiras. Assim os parâmetros para a estruturação do projeto e de seus produtos enfocou as três rotas pelas quais chegavam e saíam as mercadorias do vale: a rotas dos tropeiros, a rota das ferrovias e a rota das rodovias.

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Quinta etapa – Campinas e região

A quinta etapa contemplou a Região Metropolitana de Campinas, constituída por 19 cidades. Foram entrevistados comerciantes e comerciários do centro da cidade, dos bairros próximos ao centro e também dos longínquos. Foram entrevistados comerciantes e prestadores de serviços voltados para a hotelaria, o artesanato, o lazer e o entretenimento. Pesquisas iconográficas, documentais e textuais foram realizadas em arquivos públicos e particulares durante oito meses. O levantamento de nomes para serem entrevistados, identificou cerca de cem comerciantes e comerciários, foram registradas 40 narrativas daqueles que vivenciam o comércio no seu dia a dia. Mas a dimensão da região metropolitana de Campinas, criada no ano de 2000, trouxe outra questão: a de que as cidades que a compõem são tão importantes como a sede da região. Por conta disso, foi realizado levantamento histórico das 19 cidades que compõem essa região metropolitana e que ajudam a entender a dinâmica do desenvolvimento comercial da região, tendo Campinas como centro de referência. Todo o material compilado foi disponibilizado em um hot site e também em livro e exposição itinerante.

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Sexta etapa – São Paulo, novos olhares

Entre os anos de 2011 e 2012, o Projeto Memórias do Comércio retornou à capital do Estado com novos olhares. Para o estabelecimento de novas áreas de mapeamento de entrevistados, buscamos localidades que se destacam pelas características de sua rede de comércio. Um dos parâmetros utilizados foi a definição dos chamados subcentros. Também nesta sexta edição era necessário verificar as mudanças ocorridas nas modalidades de comércio e nos ramos de atividade. O que teria mudado no espaço de quase 20 anos? O comércio virtual, que era incipiente, mostrou a sua força e potencializou o negócio de grandes estabelecimentos que já mantinham uma extensa rede de lojas. Dos ramos de atividades foi dado destaque para o lazer e o entretenimento, bem como a uma novíssima modalidade, o comércio solidário. Foram então localizadas 276 pessoas em mais de 25 bairros de São Paulo. Dessas, 61 se dispuseram a compartilhar suas memórias e suas experiências em site, exposição e livro.

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Sétima etapa – Zona cerealista de São Paulo

Nesta etapa do projeto Memórias do Comércio, direcionamos nosso olhar para uma das áreas de maior importância para a distribuição de alimentos no Brasil. Em parte, nossa intenção foi criar um ponto de partida no qual pesquisadores e interessados possam conhecer a história do Brás e do comércio atacadista da capital paulistana. As 30 entrevistas realizadas com comerciantes, moradores do bairro, líderes comunitários, gerentes, balconistas, “chapas”, vendedores, somando cerca de 80 horas de gravação, privilegiaram a história de vida tal qual articulada e organizada por cada um. As memórias apresentam as dinâmicas e as fases do comércio atacadista da região da Rua Santa Rosa, Rua Paula Souza e Mercado Municipal, como também retratam a vida social e cultural do bairro do Brás.

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