23/11/2021

O passado que fica

Personagem: Alberto DinesAutor: Museu da Pessoa

23/11/2021

Quero ser lembrado

Personagem: Jean Oliveira SousaAutor: Museu da Pessoa

23/11/2021

Senhor Aureliano, me dê esses 109 anos

Personagem: Aureliano Lopes dos ReisAutor: Museu da Pessoa

23/11/2021

Magia e gingado

Personagem: Darley Ferreira GomesAutor: Museu da Pessoa

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Fogão de lenha

Benzinha conta que estava recebendo a visita de uma alemã neste dia e enquanto elas estavam conversando, a estrangeira fotografou este momento dela cozinhando odoce de amendoim típico da comunidade, mas ela nem notou. Um tempo depois, ela foi ao centro da cidade e viu esta imagem enorme, pendurada e não gostou, pois a alemã nem tinha avisado nada e nem deixou que ela posasse ou se preparasse para sair bem na foto. No entanto, a imagem foi emoldurada e hoje está pendurada na parede da sala. Benzinha diz que não gosta muito por não estar “bonita”.

período: 01/05/1994
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Casal paracatuense

Benzinha está na imagem com o seu esposo já falecido. Esta fotografia fica na sala, emoldurada e pendurada na parede. Ela conta que o fotógrafo tirou a foto dela sem um dos brincos, que ela até reclamou, mas ele fotografou mesmo assim. Esta imagem possui um tratamento de retoque em pintura por cima do retrato, colorindo a imagem e destacando alguns detalhes.

crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Cada um com o seu par

S. Zé conta que na caretagem tradicional somente dançam homens, homem com homem, mas um vestido de mulher e o outro vestido de homem. Ele diz que a dança lembra a quadrilha, a umbigada e a chula. Ele conta que tem mudança de par, cavalheiro na frente, damas atrás, “Vem chuva! É mentira!” e que eles formam filas para o “alinhavo” que é quando um pega na mão do outro e eles ficam trocando e “alinhavando”. Ele dançou por dois anos neste grupo.

local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Donato Pereira da Silva Neto
tipo: Fotografia

Crianças caretas

Zé Pecado conta que as roupas da caretada são todas bordadas, coloridas. Pega uma calça comum e costura fitas e tecidos remendados, amarrando “polaque” nas pernas, para fazer barulho, além da sanfona e das cantigas. Eles carregam a bandeira de São João Batista. Ele lembra que todos participavam das celebrações, até as crianças.

local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Donato Pereira da Silva Neto
tipo: Fotografia

Caretas da Lagoa

Caretas da caretagem da Lagoa de Santo Antônio, povoado em Paracatu. S. Zé Pecado, como é conhecido, conta que a caretagem, uma dança folclórica para saudar São João Batista, é uma tradição que está acabando na comunidade, em é uma dança folclórica porque os mais velhos foram morrendo e os mais novos não tomaram a frente. Ele dançou por dois anos com esse grupo.

local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Donato Pereira da Silva Neto
tipo: Fotografia

Na carteira

Sr. José carrega esta imagem na sua carteira em todo lugar. Disse que para onde vai, carrega uma lembrança da mãe junto e vai fazer isso enquanto viver.

crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Reestrutura

Época da reforma da igreja de Santo Antônio, igreja localizada na comunidade da Lagoa de Santo Antônio. Ela mantém a mesma configuração arquitetônica, mas as paredes e o teto precisaram ser substituídos, pois as estruturas estavam muito abaladas nesta época, pois a igreja foi a primeira construída na região. Inclusive, o povo das comunidades do entorno só tinham esta igreja para frequentar e cumprir seus deveres religiosos.

período: Década 1990
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Cruzeiro

Essa imagem mostra como a igreja de Santo Antônio, localizada no centro da comunidade da Lagoa de Santo Antônio, era antes das reformas que levaram à sua configuração atual. O cemitério ficava ao redor da igreja e as festas religiosas aconteciam ali naquele terreno mesmo. O cruzeiro à frente da igreja hoje está desmontado e o terreno da paróquia é cercado por muros.

período: Década 1980
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Igreja da Lagoa

O filho de Santinha, Donato, conta que essa é uma das imagens da igreja de Santo Antônio, a igreja da comunidade da Lagoa de Santo Antônio, antes da reforma. Ele diz que esse oratório que está do lado direito, desapareceu. Foi tirado quando começaram as reformas e nunca mais voltou.

período: Década 1980
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Visita ilustre

Sempre envolvida com as obrigações religiosas, na imagem Santinha recebe o bispo de MG em sua casa. Ao lado dele e dela estão o marido de D. Benedita, o Sr. Antônio e o seu filho Donato.

período: Década 1990
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Em procissão

Na Lagoa, o povo rezava e Santinha ajudava. No dia de procissão era uma festona, muita gente, porque só existia a igreja de Santo Antônio, para a comunidade do Cunha, de Santa Rita e Barreiros e os membros dessas comunidades se reuniam e levavam a imagem de São Sebastião até à Lapinha, pela MG - 188. A família da D. Benedita sempre esteve envolvida com a organização dessas comemorações. No período dessa imagem, já havia padre na comunidade, mas as comunidades mantiveram essas tradições.

período: Década 1990
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Religiosamente

Na Lagoa tinha as festas de santos na igreja de Santo Antônio que fica na comunidade. Uma no mês de julho e outra em agosto, Santo Antônio, São João, Nossa Senhora de Santana e Nossa Senhora da Abadia. Era um festão. A primeira de Santo Antônio durava 13 noites e as outras eram nove noites. Na imagem, Santinha estava à frente da procissão. Ela sempre foi ligada à igreja e aos deveres religiosos.

período: Década 1990
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia

Família religiosa

Santinha conta que primeiramente a comunidade não tinha padres e tinha uma igreja só, a de Santo Antônio, que reunia todos os membros das comunidades do entorno. Mas depois as comunidades foram crescendo e tendo as suas próprias igrejas. A igreja da Lagoa recebeu um sacerdote que sempre era recebido em casa pela família. Na foto, vemos a Sra. Benedita e o esposo Sr, Antônio. Atrás, em pé, seus filhos e netos.

período: Década 2000
local: Brasil / Minas Gerais / Paracatu
crédito: Acervo Pessoal
tipo: Fotografia